Têm sido muitas as notícias recentes, que dão conta daquilo que as drogas legais, adquiridas nas chamadas "smartshops", vão provocando aos seus consumidores.
Só na Madeira, já morreram quatro pessoas este ano. Em todo o Portugal, foram cerca de 30 internamentos em pouco mais de um mês.
Isto é uma coisa que me faz imensa confusão, especialmente porque, ao que parece, os consumidores não são propriamente jovenzinhos imberbes a querer ser mais crescidos (o que desculparia, em parte, a tolice).
A média de idades andará pelos 30 anos, trata-se de adultos que, supostamente, deveriam ter uma personalidade mais bem formada e não necessitar de ajuda para conseguir socializar.
Sempre achei uma estupidez a conversa "fixe, vamos sair e beber". Na minha 1.ª Queima das Fitas (ainda no pavilhão Rosa Mota), fiquei chocada com a imagem das ambulâncias a passar entre o pessoal que estava a assistir aos concertos. Era suposto ser uma festa, mas havia malta a ir parar ao hospital por causa do álcool.
Quando falamos de jovenzinhos podemos até tentar justificar com tentativas, parvas, de afirmação. Quando falamos de adultos, não há justificação possível.
Quem precisa de ajuda para se divertir tem um problema. Problema esse que, a meu ver, se resolve com apoio médico ou espiritual.
Não serão, definitivamente, as drogas, ainda que legais, a solução.
Tenho mesmo receio destas parvoíces e por isso um dos meus maiores anseios é o de que as minhas filhas se mantenham decididas e a pensar pela sua cabecinha, como tudo indica que sempre serão.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
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