terça-feira, 8 de março de 2011

Que conforto

A falta de tato (tacto) e avidez de ouvir esperiências mórbidas, que constato existir na maioria dos seres humanos, é algo assustador.

É impressionante a dificuldade que muita gente tem em encontrar a palavra certa ou, o que seria ainda melhor, calar-se.

Seja na doença, seja em vésperas de um momento tão especial como o parto. A diferença é que, se em relação à doença a conversa era muitas vezes evitável (bastava que me calasse), em relação ao parto a coisa é bem visível e não tenho como esconder.

Há dias desejaram-me uma "horinha pequena", com aquela cara de quem me quer dizer "ai pobrezinha, no que te foste meter" e eu respondi, cheia de segurança, "há-de ser igual ao primeiro; rápido e fácil".

Depressa concluí ter dado a resposta errada, devia ter chorado e dito "espero que não seja como o primeiro, foi muito traumatizante". Teria evitado, provavelmente, que a simpática senhora me dissesse "sabe que nem todos são iguais. Às vezes é muito difícil, mas é tudo para nós. No final compensa", como quem diz, vais sofrer que nem uma condenada, não tenhas ilusões.

Haja pachorra.

7 comentários:

  1. Minha linda

    A melhor atitude a tomar é..... ignorar.

    Vai correr tudo bem de certeza. As minhas sobrinhas são uns amores e ajudam a mãe na hora pequenina :)

    Um Feliz Dia da Mulher para ti minha amiga.

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  2. conversas estragadas...têm de ser ignoradas!

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  3. Amiga, coloquei-me logo a pensar no que te teria dito no nosso cafezinho... Acho que nada que te tenha melindrado, mas como eu sou tão coração na boca nem sei. Mas qq coisinha, desculpa querida!bjs

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  4. Podias ter sido tu, Suzzz :), mas não foste

    BJOCAS

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  5. tb podia ter sido eu... e sim, há tipas q desejam q as outras sofram tanto quanto elas. Confia nos genes e n nas más linguas :) Vai correr tudo bem! Logo, logo vais ter uma fofura nos bracos e nem te vais lembrar se doeu ou n! Estamos todos á espera de poder dar as boas vindas á Maria Benedita! (já terminei a aplicacao)
    beijinhos
    Galinhola

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  6. Os palpites dos demais, ás vezes são mesmo demais.

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  7. Quando é assim, temos de acionar logo o nosso poder de encaixe e, a seguir, a nossa capacidade de descarga, porque quem assim procede não pensa, ou seja, acho eu que não faz por mal, tem é falta de discernimento.
    Mas como nós não merecemos, nem trela devemos dar, pois há quem consiga algum refinamento se a conversa continuar.

    Beijocas e bons últimos dias dessa barriguinha.

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Obrigada por dar vida a este blog.