Ficámos ontem a saber, da boca do nosso Primeiro Ministro, que o estatuto do cuidador informal não irá avançar para já por causa do custo.
Seria fácil de perceber, sabendo nós que os recursos são escassos, a dificuldade em prever 120 milhões de euros no Orçamento de Estado para 2019 para apoiar as famílias que, pelas contingências da vida, se transformam em cuidadores informais.
Contudo é, no mínimo, chocante perceber que se fazem contas de merceeiro relativamente a um assunto tão delicado.
Desde logo esquecem-se as inúmeras situações em que os cuidadores se vêem obrigados a deixar os seus trabalhos precisamente por causa do dinheiro que o Estado não gasta nas estruturas de apoio.
Ou seja, como bem diz a Associação Portuguesa de Cuidadores Informais, o Estado anda a poupar há anos à conta dos cuidadores informais.
Depois porque há outras medidas urgentes, para além dos apoios sociais. A título de mero exemplo, lembro-me da alteração do regime de faltas ao trabalho.
No actual estado de coisas, os cuidadores que conseguem manter os seus trabalhos são obrigados a contornar a lei ficando dependentes da compreensão e cumplicidade de 3.ºs, designadamente médicos o que é inadmissível
Sugiro a leitura desta entrevista que ilustra, com um caso bem real, aquilo que quero dizer - "A lei não nos permite estar ao lado dos nossos filhos" sobre uma família que se debate com este problema de forma particularmente violenta.
Inadmissível. Triste. Lamentável.
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