sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Perdida no tempo

Esta semana passou, literalmente, a voar por mim.

A coisa foi ao ponto de ontem ter saído de casa convencida de ser 4.ª feira e, portanto, a tempo de responder ao e.mail de uma amiga que me convidava para almoçar na 5.ª.

Afinal já era 5.ª feira o que, à partida, seria bom por significar estarmos mais perto do fim de semana, mas acabou por me deixar chateada.

A verdade é que ando meia perdida no tempo, com imensa dificuldade em situar-se. Já perdi a conta às vezes em que disse a alguém coisas do género "mas isso é só dia 15" e me responderam "já estamos a 14".

Relaciono estas confusões com aquele período da minha vida em que foi tudo supersónico (Dezembro 2008/Março 2011) e se resume em "tem linfoma, mas com 99,9% de certeza ficou tudo resolvido; nascimento da Leonor; ah, afinal o linfoma é estadio IV; quimioterapia para as veias; olhe, está grávida; nascimento da Benedita.

Esta história, que meteu drogas pesadas, deve ter mexido aqui em qualquer neurónio mais sensível, imagino eu. Ou é disso ou dos 2 cabelos brancos recentemente descobertos na minha cabeleira.

Claro que assim que a minha Amiga Dina ler isto, me vai ligar a dizer "olha lá, tu sempre foste confusa; és aquela que não distingue a direita de esquerda, lembras-te?" e sei que vou ficar tranquila, por mais alguma tempo.

 Mas a verdade é que a dúvida  quanto à origem desta minha, chamemos-lhe, particularidade  me chateia.




3 comentários:

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