segunda-feira, 6 de março de 2017

Pobreza

As minhas filhas vivem num mundo cor-de-rosa, sem dúvida, no qual tudo lhes cai aos pés sem que necessitem sequer de pedir.

E ainda bem que assim é. Sinal que vivem sem problemas e com todas as condições para um crescimento saudável.

Entre estas condições encontra-se a educação para enfrentar as contrariedades que certamente irão encontrar na vida, conseguirem olhar além do seu umbigo e saberem agradecer tudo aquilo que têm.

Esta nossa preocupação leva a que tenhamos bastantes conversas sobre a pobreza (material e de espírito) nas quais dá para perceber quão abstracta é essa realidade para elas.

As perguntas sucedem-se e são tão inocentes quanto "os pobres sabem falar? os pobres são todos castanhos?, "se te preocupas tanto com os pobres, porque não lhes dás nada?". Depois há também os comentários como "deixa lá, se não gostar dou aos pobres!".

Daí que a abordagem do assunto tenha de ser cuidadosa e focada no essencial. Ninguém precisa de caridadezinha e ninguém tem de saber o que se faz pelos outros.

Importante, a meu ver, é ter noção do mundo real e fazer o que está ao alcance de cada um para o tornar um pouqinho melho

Importante para mim, numa perspectiva egoísta, é que as minhas filhas e não vivam com o rei na barriga deixando iogurtes por comer só porque "estão frios" ou mudaram de ideias.


 

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