segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Natal - começam as encomendas

Há já algum tempo, mais propriamente desde Setembro, que percebi que o conceito materialista começa a ser conhecido da Leonor.

Na altura do baptizado da Benedita, fez-lhe alguma confusão que só uma das minhas amigas tenha levado prenda para ela e perguntou "e as outras?".

Lá expliquei que a festa era da mana e que por isso as prendas eram para ela, mas deu para ver que já começa a reparar nessas coisas.

Agora com o Natal a chegar, e toda a publicidade a brinquedos, já começou a fazer as suas encomendas.

"Sabes mãe, eu quero um Nenuco. Daqueles que tem um pratinho, uma colher, um copo... Mas tu não vais dar, pois não mãe? Sabes mãe, não é um jogo. É um boneco e eu tenho de tratar dele".

Claro que a miúda tem 520 Nenucos, com os respectivos pratinhos, colheres e copos. Mas com argumentos destes, mesmo a puxar ao sentimento, fica difícil resistir.

A dúvida está no momento em que devo comprar o presente. Imagino que daqui até ao dia 24 de Dezembro, arranje 1001 argumentos, igualmente tocantes, para igual número de presentes.

Outra grande dúvida é será que vai ficar traumatizada se não lhe der bonecos?

Gosto muito, acho lindos, até os comprava para mim mas é tal o exagero que me sinto tentada a optar por livros (para não variar).

O Natal não é isto, eu sei, mas ando encantada com o poder argumentativo da minha mais velha.





1 comentário:

  1. É inevitável que o espírito de consumismo se instale mais cedo ou mais tarde. Lembro-me que, na minha altura, um par de meses antes do Natal, os anúncios de televisão normais eram substituídos por anúncios de brinquedos que deixavam qualquer criança em êxtase. Eram anúncios todo o dia, todos os dias, e dado que as crianças não têm noção de limites e da economia dos pais, é fácil querer tudo. E no caso da Leonor ela está realmente habituada a receber tudo. O que é bom e mau ao mesmo tempo.

    E não, ela não vai ficar traumatizada se não lhe deres bonecos. Ela irá aprender a valorizar aquilo que a ensinarem a valorizar. Aqui está a humilde opinião da tia Joana.

    Beijinhos

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