quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Gravidez da ministra Assunção Cristas

A 1.ª notícia que li esta manhã foi sobre o facto de a ministra Assunção Cristas estar grávida.

Nem de propósito, no fim de semana passado, falava com um amigo que dizia haver poucas mulheres boas (leia-se competentes) na política, porque grande parte das que há estão relacionadas com as quotas.

Pessoalmente tenho algumas expectativas relativamente a esta gravidez.

Espero, desde logo, que ajude a desmistificar a ideia (errada) de que carreira e família são inconciliáveis.

É dfícil conciliar, sim, mas como em tudo  se exige equilíbrio. Para mim o que é inconcebível é carreira sem família e vice-versa, sendo que família não implica necessariamente marido e filhos nem carreira uma actividade absorvente fora de casa.

Seja como for, esta gravidez vem relançar um tema importante, o da conciliação entre vida familiar e trabalho, relativamente ao qual espero que a sociedade venha a ter uma mente mais aberta.

Nunca nós, mulheres, iremos lá por quotas femininas, se a sociedade e, especialmente, a nossa família não nos der o devido suporte.

Sim, porque é tudo muito lindo, e somos todos muito modernos, mas quando uma mulher anuncia, no seio profissional a sua gravidez é ver narizes torcidos e sorrisos amarelos. Quando pretende usufruir da dispensa para amamentação é um "Deus nos acuda" e se esta for para além do 1.º ano de vida do bebé então já estamos perante um crime de "lesa pátria".

E se o casal for "mais à frente", decidindo que parte dos direitos será gozada pelo pai, o mundo quase acaba "olha agora, um homem a cuidar dos filhos" (até agora só conheci um que tenha tido essa coragem).

O preconceito instalado na sociedade não passa ao lado das famílias, pelo que será no seu seio que as coisas terão de começar a mudar.

O tema é inesgotável e enervante. Para desanuviar, partilho um comentário delicioso sobre esta notícia que li num blogue "com três filhos e uma carreira de ministra, ainda tem paciência para pensar em sexo. É uma super mulher".

1 comentário:

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