segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Professores de Bragança

Depois das mães, são os professores de Bragança que estão em luta.


Aparentemente existem indícios de recurso indevido a pedidos de mobilidade em virtude de "alegadas doenças".


Antes de mais, quero dizer que tenho o maior respeito pelos professores e me aflige muito a situação que vivem todos os anos. Não imagino, sequer, como seja viver em eterno incerteza quanto ao ano lectivo seguinte.


Algumas das pessoas que mais marcaram a formação da minha personalidade foram professores cja responsabilidade, naquele que queremos seja o futuro dos nossos filhos, é imensa.


Se existem indícios de ilegalidades, acho muito bem que sejam denunciados e investigados com todas as consequências que daí possam advir para os envolvidos.


Gostava era também de ver esta "luta" ser feita com elevação o que passa por saber argumentar.


Escrevo isto depois de ter ouvido uma professora, muito indignada, a perguntar se os pais não se importavam de deixar os filhos ser educados por tantas pessoas inaptas (a acreditar nos motivos invocados). Não conheço a lei que permite esta mobilidade mas quase apostava que o objectivo não é permitir qe pessoas inaptas estejam ao serviço. Mesmo admitindo que 90% dos motivos sejam falsos (caricaturando) há que respeitar os 10% verdadeiros. Doença (e não vos vou maçar mais quanto a isto) não é necessariamente sinónimo de inaptidão).


Em resposta a outro professor, admirado pela idade dos "inaptos", gostaria de esclarecer que é um facto que nem sempre são os mais velhos que adoecem. Este é m facto que tenho omitido às minhas filhas (por razões óbvias) mas que um adulto percebe perfeitamente. NOTA: estou sempre no pressuposto que existem 10% (pelo menos) de motivos válidos.

1 comentário:

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