Há 10 anos, por estes dias, preparava -me para iniciar a quimioterapia. Entre deixar de amamentar a Leonor, com apenas 2 meses, e ir cortando o cabelo, pela elevada probabilidade (que acabou por não se verificar) de ficar sem ele, os medos eram muitos. O principal era, sem dúvida, o de a minha filha crescer sem mim.
Passada uma década, tudo parece não ter sido assim tão difícil. O tempo é amigo da memória, no que a mim diz respeito.
E é curioso fazer a retrospectiva e perceber quantos medos a vida já me trouxe depois daquele, o maior de todos. Perceber quão mutáveis são as realidades e quão importante é não permitir que os medos ( inevitáveis, diga-se o que se disser) nos tolham os sentidos e decisões.
Hoje, como naqueles dias, tenho medos. Outros. Mas hei-de conseguir superar a sensação.
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Grande mulher😘
ResponderEliminarTambém nós temos medos!
ResponderEliminarMas um obrigada por me transmitires os teus porque nem os meus nem sempre são medos mas sim inseguranças!
Keep strong 😉