Andei anos a confundir o chamado instinto de sobrevivência com um exercício solitário de quem se vê na necessidade de a ele apelar.
Solitário no sentido de envolver somente o próprio e Deus, porque estou longe de acreditar que os homens se bastam a si mesmos.
Foi difícil ver o que sempre esteve à frente dos meus olhos.
Sobrevivi por não querer ver os meus pais, avós, marido e amigos sofrer, por querer que a Leonor tivesse a mãe ao seu lado ao longo do seu crescimento (…), isto só para falar na situação mais dramática em que me vi colocada.
Sobrevivo diariamente às frustrações e desilusões que vou sentindo, por causa das mesmas pessoas.
E o que não falta ao meu redor são exemplos de pessoas cujo instinto de sobrevivência é despoletado pelos outros. Pelo Amor que lhes têm e a determinação de minimizarem o sofrimento alheio.
Não tem nada de solitário, então, isto do instinto de sobrevivência. Muito pelo contrário, (sobre)vivemos pelos outros e com eles.
É o Amor que dá vida, sem dúvida.
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