segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Porque também há polícias bons

Hoje fiz uma coisa feia e (como tinha de ser) fui apanhada com a boca na botija.


Cometi a imprudência de falar ao telemóvel enquanto conduzia e fui avistada por um GNR que, curiosamente, estava dentro do parque de estacionamento para onde me dirigia.


Podia ter tentado escapar e seguir sem entrar no estacionamento, mas resolvi entrar e estacionar (verdade seja dita, pensei que o militar se deixasse estar no sítio pois, provavelmente, estaria à espera de um colega).


Mas tal não aconteceu e dirigiu-se a mim, pedindo os documentos. Assim que lhos estendi, perguntou se sabia porque o estava a fazer.


Respondi que sim e que não ia mentir-lhe. Que sabia ter sido um erro.


Começou ali uma conversa pedagógica. Falou-me dos riscos e que daria lugar a um mês sem carta.


Pedi-lhe para não me "fazer isso" mas continuou a conversa. No momento em que iria apontar os dados, devolveu-me a carta, ao mesmo tempo que disse "Susana, tem de ter mais cuidado".


Agradeci muito e não me irei esquecer da lição.


Foi um excelente acto de profissionalismo, muito longe da caça à multa de que muitos se queixam.


Estou certa que, para o perdão, contribuiu o facto de não ter tentado ludibriar o senhor com histórias mal contadas.


Tudo está bem quando acaba bem.



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