quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Nó na garganta

Mais uma vez, tive esperança que um milagre acontecesse e este dia não chegasse.

O que é certo é que chegou e apesar de saber que estás bem melhor, depois de tanto sofrimento, não consigo evitar este nó na garganta.

Lembro-me da última vez que te vi e da forma como me ajudaste a ultrapassar o constrangimento de te ver ali, onde sabemos que só está quem já tem o destino marcado. Perguntaste-me pelas meninas.

Lembro-me do meu padrinho, da Rita, da Guida, da Teresa, da Cá, da Ana. Lembro-me de demasiadas pessoas.

O milagre aconteceu, só que era assim que o sonhava.

Continuas a viver, aí no céu. E já não sofres.

Só podia ser assim, Ângela, depois do exemplo que nos deixaste.

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