segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Ao menos uma coisa boa!

 O noticiário terminou com o anúncio de uma nova telenovela e a reacção da patroa mais nova foi deliciosa.

Diz ela “Ao menos uma coisa boa! É só coisas climáticas, Covid e ataques informáticos!”.

É esse o espírito. Bora ver novelas de ficção e abstrair um pouco das do quotidiano.

Olha o robot!

 A caminho de casa, resolvi que iria subir pelas escadas. Entrei no prédio e só tornei a dar conta de mim quando o elevador começou a funcionar. Como muitas outras vezes entrei em piloto automático e fiz as coisas inconscientemente. Dirão que é normal e acontece frequentemente. Sei bem que sim mas é algo que estou apostada em mudar. A verdade é que se o elevador não tivesse chão eu teria ido parar ao andar de baixo! Tudo porque não estava sequer a ver onde punha os pés e isto deixa-me a pensar!

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Cuidado!

 -Cuidado, olha que cais!

-Cuidado, que podes partir isso!

-Cuidado, que podes queimar-te!

-Cuidado com as companhias!

-Cuidado, cuidado, cuidado (….)

Alguém havia de fazer um estudo que correlacionasse o número de vezes que uma criança/jovem ouve a palavra cuidado por minuto e o grau da sua capacidade para tomar decisões com segurança enquanto adulta. Aposto que os resultados seriam interessantes.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Acabar as conversas que nunca acabamos

 Hoje recebi uma mensagem de uma amiga muito querida. Uma amiga que nunca me esquece e que há anos faz o favor de comer as 12 passas por mim na passagem de ano, pedindo os respectivos desejos, naquela que é das mais bonitas provas de amizade que já recebi.

Dizia-me ela que temos de estar mais vezes juntas e acabar as conversas que nunca acabamos. Quando nos vemos temos sempre tanta coisa para dizer uma à outra que deixamos sempre mil temas a meio, tanto saltitamos de um para outro.

Concordo que temos de nos ver mais vezes. Duvido é que consigamos acabar as conversas. Fomos sempre assim, mesmo quando nos víamos diariamente. E é tão bom, querida Catarina.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Deve ser isto a que chamam a lei do retorno!

Passei anos a gozar com os queques da Foz e agora tenho uma filha que chega a casa e me diz “mãe, o meu estilo é à beta!”.

Deve ser isto a que se chama a lei do retorno! Bem feita, que é para aprender!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Dia Mundial da Luta contra o Cancro. Repitam comigo, Cancro.

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Luta contra o Cancro. Cancro é esse o nome. Esqueçam lá a doença prolongada ou a coisa ruim. É de Cancro que temos de falar. 

Evitar-lhe o nome não o afasta de nós, bem pelo contrário. Como a qualquer outro adversário há é que olhá-lo de frente, estudá-lo e ir a jogo.

Não podemos aceitar que valha tudo, até tirar olhos!

Esta semana a minha freguesia andou nas bocas do mundo com a divulgação de uma notícia sobre um idoso que (provavelmente fruto de algum problema psiquiátrico) acumula lixo em casa e ao redor do prédio em que vive.

Este senhor, que viverá com poucas condições de higiene, está a tornar-se perigoso para si e para os vizinhos que (cansados de alertar as autoridades para o problema) resolveram recorrer aos órgãos de comunicação social.

É já um clássico chamar jornais e TV´s quando as pessoas sentem que não são ouvidas de outra forma. Muitas vezes é também a forma menos trabalhosa de resolver problemas mas não é esse o motivo que me leva a escrever.

O que me chocou neste caso em concreto foi a forma como um dos nossos canais de televisão resolveu divulgar a situação, filmando o idoso e mostrando-o inclusive a cair por duas vezes.

Pergunto o porquê da exposição pública da fragilidade de um ser humano que precisa (urgentemente) de ajuda técnica especializada. Qual a vantagem da divulgação da sua imagem? Que ganha a sociedade em ver um idoso, fora de si, a cair?

Pergunto se vale tudo nesta sociedade. Se somos todos tão doentes que necessitamos de assistir à desgraça alheia para nos esquecermos da nossa. 

Pessoalmente estou convicta que não podemos aceitar tudo. Não devemos assistir a este tipo de atrocidade calados. Não podemos agir como carneiros.

Da minha parte já seguiu a devida reclamação para a ERC e para a ANACOM. Possivelmente não ajudará o visado mas quero crer que o meu pouco, juntamente com o pouco de muitos outros, poderá ir fazendo eco. E que contribuirá para que, a pouco e pouco, nos tornemos seres mais humanos e críticos.

Ao visado (e vizinhos prejudicados com a situação) endereço votos que tudo se resolva rapidamente.

A todos nós desejo que deixe de ser necessário montar circos para resolver os problemas do quotidiano.


Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...