Eram três da manhã e estava eu, de rabo para o ar, a procurar a chupeta da Leonor. Revirei os lençóis e espreitei para debaixo da cama, várias vezes, e o raio da pêpê parecia ter-se volatizado.
Entretanto, a criatura olhava para mim com ar ameaçador. Em desespero, corri para a cozinha e peguei na pêpê suplente da Benedita.
Cheguei ao quarto e tentei explicar que, às vezes, temos de aceitar coisas que não são bem aquilo que queremos. E que a vida é mesmo assim.
A pequena mirou e remirou a chupeta, dos mais variados ângulos, e acabou por metê-la na boca.
Suspirei de alívio e apaguei a luz.
Passados 5 minutos, começam os gritos "esta é da manaaaaaaaaaaaaaaaa".
Lá tornei a acender a luz, para voltar às buscas. Quando estava quase a pedir reforços (leia-se chamar o papá para ajudar a amansar a fera), eis que resolvo arrastar a cama e acabei por encontrar a porcaria da pêpê.
Volto a apagar a luz, dormito um bocadinho e, passada cerca de uma hora, começo a ouvir "estou cheia de fomeeeeeeeeeeeeeeeeeee".
Toca a reacender a luz e arrastar a criança (que não se calava) para a cozinha.
Como está bom de ver, depois de aquecer o "leitinho branco" e por a manteiga no pão, conforme me ordenou, mandou-me comer a mim.
Arre noite animada
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