terça-feira, 1 de outubro de 2013

Não sei se ria se chore

A Leonor continua doente.

Tal como tinha feito ontem, quis esperar por mim para almoçar.

Lá consegui enfiar-lhe alguma coisa para o bucho e tentei adormecê-la, antes de voltar ao trabalho.

Deitámo-nos as duas e a espertinha, sabendo que eu acabaria por ir embora, abraçou-se de forma a detectar qualquer movimento que fizesse.

Não consegui que adormecesse e tive de ir para o trabalho, deixando-a em prantos.

Ao final de uma tarde de muito nervoso miudinho, toca o telefone do meu gabinete.

Quando atendi, ouvi uma voz conhecida "importas-te de pedir à tua filha que páre de chorar? Esteve assim a tarde toda". Ao fundo, ouvia a Leonor a gritar por mim.

Desesperada, a minha mãe contou-me que a menina estava cheia de febre e não parou de chorar a tarde toda.

Fiquei com o coração ainda mais apertado e assim que pude, voei até ela (sendo que o assim que pude, significou uma hora depois daquela  a que era suposto eu sair).

Quando cheguei a casa, a pequena estava toda transpirada e com os olhos inchados, mas felizmente esses eram os únicos vestígios de uma tarde difícil.

O BEN-U-RON faz milagres e, sob o efeito dele, a doentinha até canta e dança.

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