Escrevo-te no nosso caldeirão verde, onde passaste tantas horas, suportando sabe-se lá que dores, sempre de sorriso no rosto.
Onde ontem, durante o jogo te procurei tantas vezes percebendo que a tua ausência era sinal que algo não estaria bem, mas sem desconfiar que estarias a seguir o teu caminho para o céu.
Não convivemos muito mas os poucos momentos em que tive a honra de privar contigo foram suficientes para te admirar e ter como exemplo de mulher e mãe. Alguém que nunca baixou os braços e deu tudo o que de melhor tinha.
Neste momento peço a Deus por todos os que cá ficaram e não conseguem perceber o porquê desta partida tão precoce. É difícil perceber e aceitar. Porém, a certeza que a semente que deixastes no coração de todos e de que continuaras (agora aí de cina) a velar por todos, ajudará a continuar o caminho.
O teu lugar na bancada estará sempre preenchio, pelas lembranças. Obrigada e um grande beijinho.
Ainda não acredito. Não sei se algum dia acreditarei.
De ti só sei seres Amigo sempre presente, incapaz de me dizer não. Presente quando precisava de ultrapassar obstáculos, quando metia metia gasolina, em vez de gasóleo; para me dar música ou ajudar a segurar a 2.ª voz.
Guardião da palavra passe deste blogue, cuja origem muito te deve e ficará eternamente sem o prefácio que ias prometendo em tom de gozo, sinto que nada será agora como dantes. Faltará a selfie da praxe em todas as igrejas e capelinhas.
A Amizade essa permanecerá alterada, gravada no coração e em tantos momentos bons partilhados.
Até ao céu, engenheiro.
PS(D): não fizemos a tatuagem, mas talvez a venhamos a fazer (deixa só ver se inventam um método indolor, que a tua Amiga é uma maricas)
No mesmo fim de semana em que vi partir uma jovem mãe que, conhecendo perfeitamente o seu estado terminal, não deixou de participar em actividades na escola, actividades extracurriculares, festas de Natal, cansei-me de ouvir lamentos.
Ora porque tinha pingado, ora porque estava vento, ora porque estava frio (em Dezembro, vejam só), ora porque estava sombra, ora porque sim …
Sendo que foram lamentos ouvidos em pleno evento festivo.
E eu, que raramente perco o sono, fartei-me de dar voltas na cama nestas duas últimas noites, tal o turbilhão de pensamentos.
A alegria de estar viva e de boa saúde, misturada com a grande tristeza que é ver estas partidas prematuras e as 1001 questões sobre o "porque não a mim" que, inevitavelmente, assaltam os pensamentos neste momento, deixaram-me sem paciência para tanta cegueira.
Tão bom... quem não gosta desse livro mágico!!!
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