quarta-feira, 7 de junho de 2017

Haverá gato mais parvo que o meu?

Quer chova quer faça sol, indiferente ao mês ou dia da semana, o Boris acorda às seis da matina e não descansa enquanto não me levanto para lhe dar o pequeno almoço.
Até aqui nada de novo. A questão é que ultimamente tem tentado enganar-me, na esperança que lhe dê um reforço de comida matinal. O plano é simples. Deixa-me voltar para a cama, dormir mais um pedaço e quando me levanto começa a miar e a seguir-me pela casa como se estivesse esganado de fome. Só nunca pensou que o dono estivesse atento e me abrisse os olhos com as sábias palavras "se cedes uma vez estás lixada". Só faltou dizer, já viste como é com as meninas!", o que agradeço pois estou fartinha de perceber a facilidade com que me dobram. Se não tenho firmeza com as cachopas, tentarei mantê-la com o   parvo do gato.

Guerra no galinheiro

Não sei quem começou a espalhar a ideia de que as meninas são mais calmas que os meninos mas só pode ter sido alguém com uma experiência muito enviesada da realidade.

Ontem, tal como em todos os outros dias aliás, houve guerra no galinheiro desde o momento em que as patroas puseram os pézinhos dentro de casa até ao momento em que a luz se apagou.

Agressões físicas e verbais, no sentido literal da coisa, são o pão nosso de cada dia. Desde beliscões a pontapés, passando por socos, palavrões e palavras parvas houve de tudo.

Houve também as queixinhas habituais, que quase conseguem irritar mais que os sons das galinhas à bicada.

Parte dos diálogos não posso reproduzir, que este blogue prima pela boa educação (ao que parece não estou a ser lá bem sucedida com as patroas mas isso são outros quinhentos).

- Mãe, a Leonor disse:

Fdp (por extenso, comentário meu)
M...(por extenso, comentário meu)
Cocó
Xixi
....
...
....

- É mentiraaaaaaaaaaaa, mãe? Eu não disse m....!

Neste ponto, honra seja feita a D.ª Maria Leonor pela coragem de assumir a responsabilidade por aquilo que disse. Tudo menos m...

terça-feira, 6 de junho de 2017

Se houvesse máquina do tempo eu dizia-vos

Sou, definitivamente, fã destes senhores. Particularmente desta força da natureza, de seu nome Tina Turner. Se houvesse máquina do tempo iria directinha a este concerto cuja gravação ouvi à exaustão durante parte da minha juventude. Muito bom

A melhor definição de herói que alguma dia conheci


Segundo Camus, os heróis são

“gente comum que faz coisas extraordinárias por simples razões de decência”.

Reparem a profundidade desta pequena frase.

O heroísmo pressupõe gratuitidade e falta de obrigação de agir, que não a moral.

Algo aparentemente simples, mas que tem muito que se lhe diga especialmente porque a decência de que Camus fala costuma ser avessa a holofotes o que é tramado para o ego.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Maria encontrou dador de medula

 Abrir o jornal e dar de caras como notícias como   ESTA , que dá conta de ter sido encontrado um dador de medula compatível com a Maria, que combate ferozmente uma leucemia rara é das melhores formas que conheço para começar uma semana de trabalho.

Já agora, para a malta que ainda não o fez, fica a lembrança. Todos a correr para se inscreverem como dadores de medula e salvar outras Marias, aqui ou na Conchinchina. Vale?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

As pessoas optimistas dão luta

Em conversa com um taxista, falou-se na questão da segurança e eu comentei que a profissão dele era muito ingrata a esse nível.
O senhor, uma das pessoas mais bem dispostas com que me cruzei nos últimos meses, deu-me uma resposta que me fez andar de lado.
Ingrato é ter cancro ou outra doença, disse. Perante isto, percebi que preciso urgentemente de procurar temas desbloqueadores de conversa pois as pessoas optimistas dão luta.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Dia não é das nossas crianças

Comemoramos hoje, com pompa e circunstância, o Dia da Criança.

Muita cor, balões, insufláveis a rodo. Coisas divertidas mas que para as minhas filhas, e provavelmente para os vossos filhos, serão mais do mesmo.

Para alguns coleguinhas será, porventura, algo a que só têm acesso neste dia.

As minhas filhas, e provavelmente os vossos filhos, não terão hoje mais beijinhos e abraços dos que já têm nos outros dias.

Alguns dos coleguinhas talvez não os cheguem a ter hoje, tal como não têm nos outros dias.

Acho bem que a festa seja feita, indubitavelmente, mas tenho uma grande esperança que notícias como ESTA, que dá conta de 43 crianças em processo de adopção que foram devolvidas, como se de mercadoria se tratassem, às instituições, nos façam reflectir a todos se é este o mundo que queremos para as crianças e, acima de tudo, sobre aquilo que cada um de nós pode fazer po elas.
Que este dia sirva para nos incomodar e seja, não para as nossas, para aquelas de quem só nos lembramos no Natal.

Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...