Acabo de constatar que estou a 6 meses de chegar aos 45 anos!
Considerando que devo ter aumentado uns bons 10 kgs neste último mês e meio (vejam bem estas bochechas), tudo o que me ocorre dizer é “Deus continue a ajudar-me!”.
Considerando que devo ter aumentado uns bons 10 kgs neste último mês e meio (vejam bem estas bochechas), tudo o que me ocorre dizer é “Deus continue a ajudar-me!”.
Tenho dificuldade em desfazer-me de objectos da família, como é sabido, pelo que “limpar” a casa dessas memórias é um exercício moroso é-me doloroso.
Tenho perfeita noção que nalguns casos só estou a mudar coisas de sítio. Que o guardar folhas amareladas cheias de rabiscos em nada altera sentimentos mas, apesar disso, persisto nesse apego.
Hoje, depois de um desses momentos, disseram-me “também és Matos!” e foi a forma mais subtil e bonita de me chamarem acumuladora.
É sempre um orgulho ser comparada com o meu avô Emílio.
A patroa mais nova precisa de uma flauta transversal nova e está convencida que já está na fase em que se impõe que a mesma seja de prata.
Vou só ali vender um rim e já volto que eu faço tudo pelas patroas (só que não).
Faz hoje 21 primaveras o “teu” grupo, aquele que tanto amavas, ao qual ias buscar forças que a todos sempre espantaram e onde me foste ensinando a rezar de forma alegre e espontânea.
Lembro-me das noites de terça-feira em que a avó Bena, tua mãe, ficava comigo e com a Dulce para poderes ir à oração e de no regresso ficares horas intermináveis a conversar no carro com quem te dava boleia.
Hoje na Eucaristia, diante da imagem de S. José, percebi como o “teu” grupo me ajudou a crescer e continua presente na minha vida. Dele brotou o Adoramus Te que me veio a acolher e onde encontrei Amigos de todas as horas. Foi, pois, um momento muito emotivo. Sei como gostarias de ali estar a celebrar um aniversário tão importante e doeu que não o pudesses fazer mas mais forte que a dor foi a gratidão por te ter como avó e raiz de todo o meu ser.
Parabéns ao Monte Sião II, a todos os seus fundadores e àqueles que continuam tão belo projecto.
Avó, esta rosa vermelha (cor do Espírito Santo que dá vida) é tua.
Decidi aventurar-me no mundo encantador das hortas caseiras e já comecei a ver os primeiros resultados.
Não sei se serão alfaces ou ervas daninhas, só sei que estas folhinhas verdes crescem a um ritmo alucinante e é espectacular ver a vida a despontar.
Falo com elas logo pela manhã *, rego-as cuidadosamente e
* descansem, por norma não falo com alfaces ou ervas daninhas. Ainda.
Confesso que até esta semana nunca tinha ouvido falar na série Squid Game.
As patroas, naturalmente, conhecem-na. A mais velha diz que já viu uns episódios em casa de umas amigas. A mais nova viu publicidade no Tik Tok (mãe, nem é preciso pesquisar que aquilo aparece logo!).
Sinais dos tempos, como alguém dizia há tempos numa reportagem, os pais têm agora de estar mais atentos aos perigos virtuais do que às companhias físicas. E acreditem que é bem mais difícil acompanhar pesadas digitais.
É uma ilusão pensarmos que controlamos tudo. Por mais atentos que estejamos, há sempre muito que nos escapa. A informação chega de todos os lados e das formas mais inusitadas.
É preciso acompanhar com distância qb, que os miúdos são escorregadios, mas essencialmente apostar na mensagem e exemplo que passamos aos pequenos. Um desafia imenso mas afinal tirámos as próximas décadas para tratar dos cachopos. Faz parte do caminho.
O objectivo desta iniciativa é angariar fundos e/ou bens para apoiar mães e bebés carenciados (creio que não será necessário sequer referir que o número de famílias a necessitar de ajuda tem vindo a aumentar) para quem o apoio recebido é fundamental.
Quais os meus motivos para participar nesta iniciativa?
1º - se não defendermos a vida e o direito a vivê-la dignamente não faz sentido falar em qualquer outro tipo de direito (este motivo é óbvio e nem Lapalisse diria melhor)
2º - não fui um bebé planeado mas tive a sorte de os meus jovens pais terem tido a coragem (porque apoiados, naturalmente) de alterar os seus planos de vida para me acolherem neste mundo. Tenho, pois, o dever de os homenagear ajudando outros jovens pais a conseguir dar a volta e poder dar aos seus filhos aquilo que chegaram a pensar nunca ser possível (como estou certa terá um dia acontecido com os meus)
3º - já recebi a notícia de ter cancro e uma taxa de sobrevida de 65% (lutei muito para não cair nos 35% pois viver é maravilhoso)
4º - tenho à minha volta muitos exemplos de luta árdua pela vida (pelas mais variadas razões) que me ensinaram que viver só faz sentido se o fizermos com e pelos outros
E poderia continuar por aqui fora.
Para além do objectivo de fundo desta iniciativa, a caminhada proporcionará bons momentos de convívio com familiares e amigos (não sei quanto a vocês mas é das coisas que mais me dá gozo neste momento e não é todos os dias que arranjamos tempo para tal).
Convido-vos assim a fazerem-se presentes no dia 23 de Outubro. Juntos pela Vida!
Para conhecer um pouco sobre o trabalho da ADAV Aveiro e fazer a inscrição nesta caminhada solidária podem clicar AQUI.
A participação tem um valor simbólico de cinco euros. Em alternativa, podem ser entregues bens alimentares, de higiene ou roupa para crianças.
Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...