quarta-feira, 2 de março de 2022

Como podemos ajudar a Ucrânia?

Temos assistido a uma mobilização espectacular da sociedade civil com 1001 iniciativas de recolha de bens para ajudar a Ucrânia e essas ajudam a dar resposta às necessidades de bens materiais. Ao mesmo tempo porém, vão-nos chegando notícias do bullying que muitos russos vão sentindo em todo o mundo.

Perante esta realidade só me ocorre perguntar a quem tem este tipo de comportamento se não tem pais, tios, amigos ou meros conhecidos que tenham sido obrigados a combater na guerra colonial (para dar um exemplo bem próximo de nós) a . Se essas pessoas o fizeram por acreditar na causa. Se (apesar do privilégio que é viver em democracia) se revêem sempre nas decisões dos seus governos.

Confundir o povo russo com o sistema russo é uma forma de violência. Instigar o ódio perpetua sentimentos que em nada contribuem para a paz que todos dizemos defender. Ajudar a Ucrânia (o mundo todo na verdade) passa por não nos esquecermos desta verdade, sendo dela exemplo para graúdos e miúdos. 

terça-feira, 1 de março de 2022

Haverá medida certa para o tempo?

Passamos o tempo a queixar-nos do que deixamos fazer por escassez de tempo. Telefonemas ficam por fazer, cafés por tomar, atenção por dar.

Por outro lado diz-se que aqueles que o têm não o sabem utilizar, desperdiçando-o com coisas fúteis e por vezes menos boas.

Haverá pois o “pouco tempo” e o “muito tempo” sem que se ouça falar no “tempo necessário”.

Questiono-me se haverá medida certa para o tempo mas não vislumbro resposta. 

Presumo que seja algo demasiado intangível e por isso muito dependente de análises qualitativas só possíveis quando temos o coração e os cinco sentidos alinhados e receptivos para dar e receber.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

E o mundo com medo do COVID

 Infelizmente os últimos dias vieram confirmar a minha certeza. Não é do COVID que o mundo deve morrer de medo mas sim da loucura humana que, lamentavelmente, grassa por todo o planeta e não só na nossa Europa.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Mãe, sabes que começou hoje uma guerra?!

Quando a minha filha me perguntou se sabia que tinha começado hoje uma guerra, lembrei-me de quando andava na escola primária e estava convencida que as guerras eram coisas do passado em que todos andavam a cavalo e usavam armaduras.

Com o crescimento percebi como estava errada e hoje vejo a minha filha a começar a tomar essa consciência e a, juntamente com as suas amigas de adolescência, usar as redes sociais para divulgar a notícia triste com que acordámos deixando de lado (por momentos) selfies e outras fotos cor de rosa.

Estou desolada com esta guerra mas tenho dentro de mim alguma esperança de que sirva para gerar alguma empatia nos mais novos, os adultos do futuro.

E digo isto numa semana que (na minha vida) já estava a ser marcada pela constatação de que um dos graves problemas da humanidade é precisamente a falta de empatia, fenómeno agravado pela pandemia segundo alguns estudos.

Com o coração na Ucrânia e nos seus habitantes, não filtrarei cá em casa notícias nem imagens do conflito. 

Desejo fortemente educar as minhas filhas para que venham a ser construtoras de um mundo melhor onde quer que estejam e acredito que isso só é possível se estivermos de olhos e coração bem abertos. Pode ser duro mas nunca será tão duro como para quem sente na pele os efeitos desta e outras guerras que teimamos em manter.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Parto

Percebi finalmente, quase 13 anos volvidos sobre o dia em que me tornei mãe pela primeira vez, que o momento do parto não termina com o corte do cordão umbilical ou os últimos procedimentos relacionados com a parturiente. Um parto pode durar anos e há que saber como conviver com esse facto com o coração aberto e disponibilidade mental para aprender e crescer a par com a(s) cria(s).

Hei-de chegar lá.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

É só fazer as contas!

 A pequena hiperventilava por causa dos tpc de matemática e a sua mana decidiu ajudar. Quando a ouvi dizer “eu ajudo-te” temi o resultado. Regra geral, a proximidade física entre as duas dá sempre origem a socos. Lá me escondi num cantinho até perceber que os meus receios eram infundados desta vez. A irmã chegou, olhou e esclareceu “então, aqui tens de dividir! É só pegar numa máquina de calcular!”.

Simples, portanto. É só fazer as contas!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Medir palavras

Olhando para trás percebo que muito do meu tempo é passado a escolher e medir palavras. Quero-as bonitas, sentidas e acertadas. Acredito mesmo que esse cuidado é um dever cívico pois não é assim tão linear que o vento as leve. Há palavras que ficam gravadas e podem ter consequências que vão além daquilo que se percebe o olho nu.

Contudo, o povo não deixa de ter razão quando afirma que "quem muito escolhe pouco acerta".  

Não é fácil (pelo menos para mim) encontrar aqui o meio termo.


Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...