sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ainda sou do tempo

Ainda sou do tempo em que as pessoas mandavam cartas umas às outras e os CTT tinha como principal função o envio de correspondência. Agora, como diz o meu marido, ainda enviam correspondência. As estações de CTT vendem de tudo e mais alguma coisa e nos intervalos tratam de enviar contas para pagar e notificações judiciais.

Ainda sou do tempo em que se usava o telefone fixo para comunicar. Agora só serve para telemarketing e vigiar o trabalho de quem anda a colocar publicidade na caixa do correio ou a fazer entregas (numa semana recebi dois telefonemas da PIDE).

Ainda sou do tempo em que se trocavam sms. Havia até quem se conhecesse por esse meio. Agora as sms só são utilizadas para publicidade.

Ainda sou do tempo em que as meninas (a algumas mais graúdas) escreviam diários. Agora escarrapachamos os nossos pensamentos nas redes sociais (e eu que o diga).

Engraçado como as coisas mudam! E em pouco tempo, que não sou assim tão velha!

3 comentários:

  1. É assim mesmo, em pouco tempo altera-se tudo.
    Eu comecei a trabalhar com uma máquina de escrever manual, cuja fita se enrodilhava e sujava tudo de tinta, aparecendo a seguir as máquinas elétricas e depois os computadores , que a princípio eram um bicho de sete cabeças porque as formações que nos eram facultadas eram dadas a correr!
    Quanto aos correios ajudam-me muito com o postcrossing, eh!eh!eh!

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  2. Eu ainda mando cartas. E postais, sobretudo postais... ;)

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  3. Tal e qual!
    Eu ainda sou do tempo em que as pessoas respondiam à correspondência pessoal recebida. Agora, pode acontecer que o recetor também envie algo a quem interagiu consigo, mas não propriamente uma resposta, a menos que tenha havido pergunta. Será o envio de algo que já estaria para enviar...
    Agora somos é muito poupadinhos no tempo que passamos a vida a dizer que não temos e escrevemos nas redes sociais, pois, assim, toda a gente pode ficar a saber o que queremos, ao mesmo tempo...
    Nós ainda somos do tempo da personalização; agora vivemos no da massificação!... :(

    Beijos Rosinhas

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