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Adolescência, o terror de qualquer mãe

Vivo aterrorizada com a iminência da chegada da adolescência das minhas crias.

Pode parecer estúpido, atendendo à idade, mas o desenvolvimento que constato nas pequenas, faz-me crer que a adolescência, na actualidade, começa consideravelmente mais cedo do que começava na minha altura.

É que não existe (que eu conheça) fase mais parva na vida de um ser humano.

Tenho, porém, um exemplo muito próximo de que a parvalheira passa, ainda que possam ser necessárias décadas para que aconteça.

Não vou revelar muitos pormenores, que o protagonista não é dado a grande visibilidade, mas a história, verídica, é tão espectacular que pode ajudar muitas mais desesperadas.

Então cá vai.

Era um vez um menino, muito meiguinho e amigo da mãe. Muito inteligente e aplicado, o menino entrou na universidade com 18 aninhos.

A certa altura começou a ter outros interesses e mudou muito. Estava dias sem aprecer em casa e dar notícias, numa época em que a palavra telemóvel era totalmente desconhecida.

Lá andou a passear os livros, até que após 10 anos de passeata a mãe lhe fez um ultimato.

O menino arranjou trabalho, duro por sinal, e abandonou os estudos. De vez em quando ia fazendo uma cadeira.

Passados uns anos, e quando faltavam 2 ou 3 cadeiras para acabar o curso, foi incentivado por 2 pessoas incríveis (muito mais ousadas e inteligentes que a própria família, diga-se) a despedir-se e concentrar-se na conclusão da licenciatura.

Foi um "ai Jesus". Olha agora, com 38 anos, é que se vai despedir (disseram os velhos do Restelo).

Felizmente, como sempre, não deu ouvidos aos medricas.

Despediu-se, concluiu a licenciatura, o  mestrado e encontra-se a fazer doutoramento (daqueles à séria).

Um orgulho para mim e um exemplo para todos.

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