A minha conversa matinal de hoje com a Leonor foi profunda.
Dizia-me ela, assim explicadinho "mãe, eu quero que o papá vá trabalhar para Angola, como o pai dos outros meninos".
Lá fui tentando explorar o assunto, que com a Leonor há que triar muito bem entre realidade e imaginação, para perceber se já há muitos pais de coleguinhas dela a trabalhar em Angola (eu só sei de um).
Sim mãe, o papá do ... está em Angola (certo, pensei eu) e o do ..., do ..., do ....
Não fosse a falta de tempo e tinha-me rebolado no chão a rir. É que, tirando o pai do .... (que eu sei que está em Angola), os restantes meninos que nomeou são de origem africana o que aumenta muito a probabilidade de estarem em Angola, sua terra natal.
Indo para além deste pormenor (que achei delicioso), esta conversa deixa-se a pensar sobre se a minha filha já começa a ter noção desta vaga de emigração que começa a surgir, em virtude dos tempos turbulentos que vivemos.
Acima de tudo, o comentário fez-me perceber que é importante que a acompanhe mais na escolinha.
Vou levá-la todos os dias, mas de manhã não há tempo para conversar com educadora e auxiliares e tentar perceber o dia a dia deles, sobre o que falam e como sentem a instabilidade e medo que se vive na sociedade.
Em resumo, tenho de ir buscá-la mais vezes (coisa que já não faço há meses e sobre a qual já me questionou).
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
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