Tal como o resto de Portugal, tenho lido aquilo que se tem escrito sobre a separação da Bárbara Guimarães e do Manuel Maria Carrilho.
Não vou dizer que tenha ficado surpreeendida com a separação porque já vou tendo alguma experiência que me faz perceber que o facto de vermos, em jornais e revistas, fotografias de pessoas sorridentes e com uma vida, aparentemente, glamourosa, não significa que essas pessoas vivam num mundo perfeito.
Eram um casal como os outros, com a diferença de serem mediáticos (circunstância que não invejo a ninguém) e, como tal, teriam os seus problemas.
A mim, enquanto leitora de jornais e revistas, não me interessa saber quem batia em quem, se um dos dois bebia ou se houve tentativas de violação.
Já sei que se separaram porque tinham problemas e isso bastava-me. A resolução desses problemas só tinha de acontecer em privado e sem lavagem de roupa suja.
O que eu, enquanto leitora de jornais e revistas, gostaria de ver era uma imprensa competente e sem necessidade de baixar o nível.
Não vejo o interesse tem fazer menção à nacionalidade do serralhareiro que, alegadamente, terá sido chamado para arrombar a porta, muito menos vascular pormenores íntimos em frente a crianças que devem estar a sofrer imenso.
O que eu gostaria era de saber que as crianças envolvidas nesta história estão a ser preservadas de todos os pormenores sórdidos, pois bem lhes basta ver os pais a divoriar-se.
Gostaria muito também que esta história servisse para que algumas mentes mais fracas, e que vivem na ilusão de ser famosas, percebam que fama e dinheiro (que às vezes é fogo de vista) não são sinónimo de felicidade e deixem de viver com essa obsessão.
Que quem gosta de julgar os outros por aquilo que vê, ou imagina, perceba que os telhados de uma casa podem esconder muita coisa e não se deve falar do que não se sabe.
E que o princípio da presunção de inocência continuasse a significar alguma coisa, mesmo admitindo ser difícil mantê-lo em mente perante comportamentos públicos tão difíceis de engolir.
Enfim, acredito que todos poderíamos ganhar muito se soubessemos retirar as devidas lições deste tipo de situação, mas suponho que esteja a ser demasiado sonhadora.
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Deixa o Zé Povinho distrair-se com a novela "Bárbara § Carrilho; pelo menos esquecem-se das suas próprias agruras do dia a dia! E a imprensa dita cor de rosa, até vai vender mais, o que é positivo. As crianças, essas são como os idosos, ou seja são seres indefesos, que sofrem obrigatoriamente as desavenças de quem tem, por obrigação, cuidar deles, o que, por vezes, só é feito nas fotos a publicar, porque na prática...
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