Há 12 anos, quando dissemos o sim, estávamos longe de imaginar mais de 99% daquilo que o caminho a dois nos iria trazer.
Não nos passava, certamente, pela cabeça vir a celebrar as bodas de seda separados por milhares de kms.
Aconteceu, e acredito não ter sido por acaso. Tal como acredito que estás aí, do outro lado, a pegar num dos copos para brindar.
Parabéns a nós, que entre altos e baixos temos seguido sempre em frente. Unidos, apesar da geografia parecer querer dizer o contrário.
Está tarde deparei-me com um cartaz onde se lia este título, de algum modo, incomodativo. Aproximei-me e percebi que se iria realizar a sessão de apresentação de um livro escrito com base no projecto que o Centro Comunitário da Gafanha do Carmo tem feito com os seus idosos. Não resisti e fiquei para assistir. Questionei-me muito naquele momento e concluí que nunca pensei na questão. Acho que estou muito ocupada a viver o presente e a procurar realizar-se nas pequenas coisas do dia a dia.
Uma coisa é certa. Quero muito inspirar-me nas histórias de vida narradas no livro. Temos sempre tanto a aprender com os outros, em particular aqueles que já estão no outono da vida, que acho que não me vou arrepender.
Segunda década do século XXI; um jovem sai de um prédio com bom aspecto; segue em direcção a uma escola bem conceituada; bebe o seu ice tea; de forma despudorada e suave atira o pacote para o chão; segue o seu caminho.
Aqui a velhota ficou atónita e sem conseguir esboçar reacção, com o pacote aos pés.
A minha alma ficou parva e, como sempre, o cérebro demorou a carburar. Se fosse agora, tinha pegado no pacote e entregado ao jovem que deveria ter uns 17 anos dizendo-lhe que devia ter perdido aquilo. Talvez o envergonhasse, ou não.
Lembro-me bem desse vinil!
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