Acordou às 04h da manhã e, sem noção das horas, começou a vestir-se para enfrentar um novo dia.
Meia atordoada fui ter com ela, sorri-lhe e disse que ainda era madrugada.
Devolveu-me o sorriso, deixou-se guiar para o quarto, voltou a enfiar o pijama e voltámos ambas para a cama.
Demorei a cair no sono novamente, culpa do nó que me apertava a garganta.
Pensei e revivi, mentalmente, muitos momentos de carinho. Relembrei muitos momento de cumplicidade. Acima de tudo percebi que, neste momento, só tenho dois caminhos. Lamentar-me por aquilo que a maldita doença lhe está a fazer ou aproveitar todos os momentos em que estou junto dela e guardar a imagem de todos os sorrisos com que me presenteia, sempre que lhe chamo "minha rainha".
A escolha é tão óbvia que me serenizou.
sábado, 30 de maio de 2015
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