Ainda não acredito. Não sei se algum dia acreditarei.
De ti só sei seres Amigo sempre presente, incapaz de me dizer não. Presente quando precisava de ultrapassar obstáculos, quando metia metia gasolina, em vez de gasóleo; para me dar música ou ajudar a segurar a 2.ª voz.
Guardião da palavra passe deste blogue, cuja origem muito te deve e ficará eternamente sem o prefácio que ias prometendo em tom de gozo, sinto que nada será agora como dantes. Faltará a selfie da praxe em todas as igrejas e capelinhas.
A Amizade essa permanecerá alterada, gravada no coração e em tantos momentos bons partilhados.
Até ao céu, engenheiro.
PS(D): não fizemos a tatuagem, mas talvez a venhamos a fazer (deixa só ver se inventam um método indolor, que a tua Amiga é uma maricas)
Há 12 anos, quando dissemos o sim, estávamos longe de imaginar mais de 99% daquilo que o caminho a dois nos iria trazer.
Não nos passava, certamente, pela cabeça vir a celebrar as bodas de seda separados por milhares de kms.
Aconteceu, e acredito não ter sido por acaso. Tal como acredito que estás aí, do outro lado, a pegar num dos copos para brindar.
Parabéns a nós, que entre altos e baixos temos seguido sempre em frente. Unidos, apesar da geografia parecer querer dizer o contrário.
Está tarde deparei-me com um cartaz onde se lia este título, de algum modo, incomodativo. Aproximei-me e percebi que se iria realizar a sessão de apresentação de um livro escrito com base no projecto que o Centro Comunitário da Gafanha do Carmo tem feito com os seus idosos. Não resisti e fiquei para assistir. Questionei-me muito naquele momento e concluí que nunca pensei na questão. Acho que estou muito ocupada a viver o presente e a procurar realizar-se nas pequenas coisas do dia a dia.
Uma coisa é certa. Quero muito inspirar-me nas histórias de vida narradas no livro. Temos sempre tanto a aprender com os outros, em particular aqueles que já estão no outono da vida, que acho que não me vou arrepender.
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