sábado, 27 de junho de 2015

Um nó no lençol


4.ª feira - reunião de pais da salinha da Tita
5.ª feira - reunião de pais da salinha da Leonor
6.ª feira - festa dos Santos Populares na escola de música
sábado - festinha de aniversário
próxima 6.ª feira - festa de finalistas na escolinha da Leonor / festa de final de ano na escolinha da Tita


Ontem falava com o papá sobre o facto de os pais serem (actualmente) muito solicitados a estar presentes em 1001 eventos e na dificuldade de gerir esta agenda social, articulando-a com os afazeres profissionais e domésticos.


Temos pontos de vista diferentes em relação a esta questão mas vamos arranjando formas de estar presentes nas vidas das miúdas.


Hoje deparei-me com este texto, que não resisto a partilhar.


As coisas da vida nem sempre são tão complicadas quanto as pintamos. Não há soluções ideais (em regra) mas há as melhores decisões, se as enquadramos no contexto em que vivemos.


Convido-vos a ler:


UM NÓ NO LENÇOL
Numa reunião de pais numa escola da periferia, a directora realçava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que estivessem present...es durante o maior período de tempo possível...
Considerava que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deviam encontrar tempo para se dedicarem e compreenderem os filhos.
A directora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou, de forma humilde, que não tinha tempo de falar nem de ver o filho durante a semana pois, quando ele saía para trabalhar, o filho ainda estava a dormir e, quando voltava do trabalho, o garoto já não estava acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para sustentar a família, mas que ficava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava redimir-se indo beijá-lo todas as noites quando chegava a casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Fazia isto religiosamente todas as noites quando o beijava.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia assim que o pai tinha lá estado e o tinha beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A directora emocionou-se com a história e ficou surpreendida quando constatou que o filho deste pai era um dos melhores alunos da escola!
O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas estarem presentes e de se comunicarem com os outros.
Este pai encontrou a sua, simples mas eficiente.
E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afectivo, o que o pai lhe queria dizer.
Gestos simples, como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam para aquele filho muito mais do que os presentes ou as desculpas vazias.
É por esta razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.

As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas SABEM registar um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol...
~Autor desconhecido~

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