Nunca tive por hábito estacionar em cima de passeios ou 2.ª fila, mas admito que foi preciso uma experiência pessoal mais delicada para ficar desperta para a questão das acessibilidades (ou falta delas).
Quando fiz a quimio, tinha a Leonor meses, ficava muito impressionada com alguns pacientes com que me cruzava no IPO e cuja falta de forças obrigava a usar cadeira de rodas.
Questionei-me muitas vezes "e se fosse eu?".
Nesta fase conduzia um carrinho de bebé, tarefa nada fácil apesar da vantagem, quando comparada com a de andar cadeira de rodas, de ser um período transitório. As minhas forças eram poucas, na altura. E inversamente proporcionais à vontade que tinha de passear com a minha bebé.
Foi uma luta, dificultada por todos os degraus e outros desníveis que é necessário transpor sempre que saímos à rua, para não falar nos carros estacionados de forma selvagem por quem pensa que 5 minutos é pouco tempo (ou se calhar nem pensa no tempo porque simplesmente se esquece que vive em sociedade).
Apesar da dificuldade, consegui fazê-lo. Mas há quem não tenha a mesma sorte, apesar da tenacidade.
Vejam ESTE vídeo que é simplesmente genial pela assertividade na forma como pega na mensagem.
Ao autor da ideia, uma grande vénia.
Espero que toque em muitas consciências.
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