Comportamento gera comportamento, já se sabe. Ouvir, como resposta à pergunta "como correu o fim de semana?", um "já passou!" ou "foi curtinho", acompanhado de um encolher de ombros, é coisa para me mexer com o sistema nervoso.
Que já passou, é óbvio, que deveria ser maior ainda mais óbvio é. A questão é sempre a forma como vivemos o momento.
No dia do meu último aniversário chovia copiosamente. Para alguns, a chuva foi motivo para o tal encolher de ombros, depois de me felicitarem. Como se fosse a chuva a estragar a felicidade que senti só pelo facto de estar viva.
Por isso, ligar para alguém às 18h da tarde e ouvir esse alguém (com um entusiasmo raríssimo de encontrar) dizer-nos que deseja bom dia independentemente da hora, porque o dia tem 24 h e é preciso gozá-las todas, é tão bom que nem consigo descrever a sensação.
Não há pachorra para lamúrias constantes; para achar que acender velas e fazer promessas é sinónimo de realização de desejos e resolução de problemas.
Acreditar, como ouvi numa belíssima homilia do padre Armando Baptista no passado domingo, é caminhar.
E caminhar é um verbo activo. Não são a chuva ou o sol, muito menos o relógio, que comandam a vida.
Somos nós que temos de caminhar sempre, mesmo sob chuva forte. Mais ou menos rápido, consoante o relógio permita naturalmente, mas com a certeza que se não formos nós a fazer por sorrir, não será o sol que o fará por nós.
PS
O padre Armando que me perdoe por não conseguir descrever melhor a mensagem que transmitiu e resumo desta forma atabalhoada,.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
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