Começo a sentir-me compreendida!

Não é fácil para uma beiramarense de coração, agora também esgueirense, explicar à sua cara metade portista, demasiado mal habituada a vitórias diga-se de passagem, o que é vibrar com um jogo entre aflitos.

Percebo que, a quem está habituado a lutar por títulos, pareça completamente impensável existir quem chore de alegria por não descer de divisão e saboreie cada pontinho como se significasse a vitória na Liga dos Campeões.

Muitas têm sido as, por vezes acesas, trocas de argumentos para fazer ver ao meu mais que tudo a emoção de ir ao futebol ou ao basket só por ir, sem expectativas de ver algo que não a nossa equipa a dar o (por vezes muito pouco) que tem.

Não posso pois deixar passar o dia de hoje em branco. O dia em que, em vésperas de comemorarmos 15 anos de namoro, recebi uma mensagem "acho que vais gostar, acompanhada de um smile e da partilha de uma crónica, ESTA , que me fez recuar a alguns dos melhores tempos que passei com o meu pai, no velhinho Mário Duarte e antigo pavilhão do Alboi, quando saíamos do futebol directamente para o basket.

Tempos de tantas e tão boas memórias que, de alguma forma,  tento agora replicar com as minhas filhas no caldeirão verde. Que me perdoem os beiramarenses mas o meu coração está agora esverdeado, quando a questão envolve basket.

Posso estar enganada mas acho que, finalmente, o homem começa a compreender-me!

 
 

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