Vou assistindo, com muito cepticismo a toda a profusão de medidas de conciliação entre a vida pessoal e profissional/protecção da parentalidade e promoção da igualdade de género, implementação de longas check lists para verificação daquelas medidas, etc, etc,etc.
E sinto-me mal com o meu cepticismo. É óbvio que existe a necessidade destas medidas e que as mesmas sejam defendidas com unhas e dentes.
A questão é que, antes de avançar com mais ou pelo menos antes de andarmos com as belas das check lists, seria muito importante fazer o trabalho de base o qual passa por informar os cidadãos sobre aquelas que já existem, trabalhar mentalidades para que recorram às mesmas (e outros para que as aceitem - esta parte é tramada).
Pensando na parentalidade, por exemplo, é incrível o desconhecimento sobre as medidas que já existem (e falo por mim que manuseio o código do trabalho diariamente e nunca vi implementar metade delas, pelo tal desconhecimento (a que acresce, quando há conhecimento, à dificuldade que o outro lado (leia-se entidade empregadora) tem em aceitar as mesmas, independentemente do sexo).
Mas voltando ao meu cepticismo, sinto-me mesmo mal por não acreditar na mais valia de dar passos maiores do que as pernas e achar que há coisas que não vão lá à bofetada (passe a piadinha básica).
Até que recebo telefonemas, como o de ontem, em que uma jovem mãe instruída demonstra a sua indignação pelo facto de um pai divorciado ter direito ao gozo facultativo de 10 dias úteis de licença parental inicial (quando já teve os 10 dias úteis (agora 15) de gozo obrigatório), achando mais estranho o facto de lei o permitir do que o da mãe impedir o pai de ver a filha.
E é nestes momentos que penso que o meu cepticismo talvez tenha algum fundamento.
E uma lobotomia, prévia à publicação de diplomas legais?
sexta-feira, 8 de abril de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Pormenores só visíveis aos olhos de uma jovem leitora
- O que é que o pai está a fazer, Leonor?
- Está a trabalhar no computador. Ahhhhhhh, já reparaste que computador tem uma asneira no meio?!!!
E é isto
Aprender a ler, essa maravilhosa aventura.
A Leonor prossegue, vitoriosa, a sua luta para aprender a ler e é de derreter o coração assistir à alegria que extravaza a cada nova frase completalida sózinha.
Claro que já a apanhámos um ou dois sustos na rua, ao deixar de a ver porque ficou parada atrás de algum outdoor cuja mensagem tentava decifrar, mas há fins que justificam os meios.
Descobrimos também que, nesta fase, são completamente contraproducentes (e até irritantes) as toalhas de mesa com motivos dos lenços dos namorados. A constante leitura de cada frase, cada uma com mais erros ortográficos do que a outra, é algo definitivamente a evitar.
Claro que já a apanhámos um ou dois sustos na rua, ao deixar de a ver porque ficou parada atrás de algum outdoor cuja mensagem tentava decifrar, mas há fins que justificam os meios.
Descobrimos também que, nesta fase, são completamente contraproducentes (e até irritantes) as toalhas de mesa com motivos dos lenços dos namorados. A constante leitura de cada frase, cada uma com mais erros ortográficos do que a outra, é algo definitivamente a evitar.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Algo me diz que devo ter medo
- Tita,não faças isso que incendeias a casa!
- O que é incendiar, mana?
- O que é incendiar, mana?
Mais 5 anos e a coisa passa
Entre amigos das filhas e filhos dos amigos, não fim de semana em que não tenhamos, pelo menos, uma festa de aniversário.
Há dias pensava nisto quando me dei conta quer seria coisa para durar só mais uns 5 anitos.
Quando nos dermos conta, e muito mais rápido do que desejaríamos, já os cachopos hão-de deixar de querer festas que metam papás e pinhatas.
Há que aproveitar, portanto.
Há dias pensava nisto quando me dei conta quer seria coisa para durar só mais uns 5 anitos.
Quando nos dermos conta, e muito mais rápido do que desejaríamos, já os cachopos hão-de deixar de querer festas que metam papás e pinhatas.
Há que aproveitar, portanto.
sábado, 2 de abril de 2016
Mentiras piedosas
Na sequência do dia das mentiras (que eu funciono com retardador), eis a dúvida existencial que me assola. Existirão mentiras piedosas? E a omissão? Conta como mentira (piedosa)?
Se alguém quiser partilhar teorias acerca da questão, a gerência agradece.
Se alguém quiser partilhar teorias acerca da questão, a gerência agradece.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
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