Dilemas. Este é um tema que, há algum tempo me incomoda e hoje, depois de ver um post da Cinda no facebook, decidi desenvolver.
Todos temos os nossos dilemas. Maiores ou menores, são os nossos e só nós sabemos a sua importância e gravidade.
Uma das coisas que o cancro fez em mim foi criar a dificuldade de entender os problemas dos outros, que não sejam .... cancro.
Isto até que, há tempos, a minha eterna amiga Dina disse algo que me fez cair a ficha. Algo supostamente tão básico como não podemos deixar que os nossos problemas nos tirem a capacidade de perceber que os outros também sofrem. E se ela sabe o que diz.
Independementemente da minha capacidade de percepção, há uma coisa que quase me faz partir para a violência e que é o aproveitamento que se faz dos dilemas alheios.
Falo das "Mayas" que por aí grassam e que com, meia dúzia de balelas, vão ganhando a sua vida e, nalguns casos, ajudando a afundar a daqueles que procuram o seu supremo saber.
Nunca esquecerei o desespero de uns pais, cuja filha (com cerca de 10 anos) tinha leucemia, doença com a qual havia de falecer. Na procura da cura, e depois de tudo já terem feito, encontraram um "curioso" que os proibiu de dar bifes e coca cola à menina.
Esses pais, além de carregarem a dor da partida da filha, carregam a de não ter cumprido um dos seus últimos desejos.
Não censuro estes pais que só queriam salvar a filha. Censuro quem não teve o discernimento de estar calado e dizer "essa questão não é da minha competência.
Este será um dos exemplos mais extremos. Mas muitos outros há.
Isto de ir para a televisão, revistas ou vãos de escadas, dar palpites sobre a saúde, trabalho, relacionamentos amorosos (...) das pessoas, com base em cartas ou borras de café, é muito grave e devia ser controlado.
Há vidas em jogo, muitas vezes de pessoas já extremamente debilitadas a nível psicológico.
Não brinquemos com coisas sérias.
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Tens toda a razão, Susana, e depois do cancro, tb fiquei como tu. mas sim, os problemas sao significantes conforme a pessoa que o atravessa, n é maior nem menos, mas nem sempre os vejo assim. bjs
ResponderEliminarComo te compreendo Isa.
ResponderEliminarBjs