A Comissão Europeia decidiu adiar, "por algumas semanas", a proposta para estabelecer uma quota de 40% de mulheres entre os membros não executivos.
Seria, talvez, politicamente correcto dizer que fiquei decepcionada com esta notícia, mas a
não corresponderia à verdade.
Sou contra estas e outros tipos de quotas, sob pena de corrermos o risco de ver "decisões administrativas" superarem critérios de mérito.
Se as mulheres ainda estão em, alguma, desvantagem no acesso a cargos de topo, seja nas empresas seja na política, tal deve-se, em meu entender, a questões de mentalidade e esta não se altera por decreto.
Criem as quotas que quiserem, mas se uma mulher não tiver um suporte familiar que lhe permita dedicar-se mais horas à carreira e/ou estudo sem que lhe seja cobrada a respectiva factura, só conseguirão preencher lugares com barbies. E, certamente, não será isso que se pretende.
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Eu concordo que o sistema de quotas tem defeitos. Entre outras coisas, o tiro pode sair pela culatra...
ResponderEliminarTambém concordo que, para se melhorar a situação da mulher no mercado de trabalho, deveria começar-se com "os básicos". Só para dar um exemplo, aqui na Suécia a mulher tem direito a mais de um ano de licença de maternidade, sem pressão para voltar, porque o cargo de trabalho está "inquestionavelmente" à sua espera. É algo "básico" mas ao mesmo tempo muito importante, faz toda a diferença.
Mas tenho uma pergunta, será que a lei e os decretos devem sempre esperar até que as mentalidades mudem? Isso soa-me perigoso...
Muito pertinente a pergunta. Não digo que se espere, mas que se trabalhe melhor essa mudança de mentalidades
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