sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Responsabilidade Social da Administração Tributária

Numa época em que se fala à boca cheia de Responsabilidade Social, a Administração Tributária imbuiu-se do espírito.

Vai daí começou por combater a infidelidade conjugal. Se virmos bem, esta história de as facturas que tiverem o nosso contribuinte aparecerem no nosso portal pode dar origem a algumas descobertas interessantes por parte de cônjuges que tenham acesso à  palavra passe do seu par.


Pensemos no alojamento (inclui hotéis e, provavelmente, moteis) e restauração que, por acaso, até dão benefício fiscal em sede de IRS.

Sem querer colocar em causa a colaboração das Finanças no sentido de acabar com "escapadinhas amorosas", não resisto a dizer que nestas aquisições de valor mais baixo o NIF é dispensado pelo que há que ponderar entre risco da descoberta e benefício fiscal que, como todos sabemos, será mínimo.

Mas o que me deixou mesmo banzada, aterrorizada até, na nova forma de actuação das Finanças foi o saber que estão a ponderar fazer uma campanha nas escolas para sensibilizar as crianças a incentivar os pais a pedirem factura de todas as aquisições.

Será demolidor. Para já, as crianças não incentivam os pais. As crianças coagem. Depois, é óbvio que um terramoto acontecerá na sociedade portuguesas.
 A fórmula não será nova, os especialistas em marketing há muito perceberam que não há maneira mais certeira de acertas nos adultos do que através das crianças.

Achei piada à ideia, muito parecida ao trabalho feito ao nível da sensibilização para a importãncia de fazer reciclagem.

Só me preocupa a ideia de ter dois seres irritantes atrás de mim a repetir "factura, factura, factura".

Especialmente porque cá em casa o pai desses seres já assumiu esse papel e outro dia quase me comia viva por não ter pedido factura no cabeleireiro,

Não lhe tiro razão nenhuma, mas há hábitos difíceis de mudar.

Aguardemos, serenamente, pelo novo e feroz ataque das nossas querida Finanças.

1 comentário:

  1. Pois é Susana, cá em casa sou eu a "educar" o meu marido para pedir as faturas, porque aquela alma ainda não me mentalizou da necessidade do mesmo.

    E até já arranjei uma caixa para por as ditas quando chegamos a casa. Depois quando for altura da entrega do IRS lá vou eu lamber papel.

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