terça-feira, 6 de agosto de 2013
Falta-me o sangue quente das gentes do Norte
Dificilmente páro o carro em 2.ª fila para ir tratar de algum assunto.
Mesmo que chova torrencialmente e tenha de levar as meninas à escolinha, o que já aconteceu várias vezes, procuro lugar para estacionar e sujeito-nos à, consequente, molha.
Acho que é uma questão, básica, de respeito pelos outros.
Claro que, em certas circunstâncias, consigo perceber quem o faça. Entre essas circunstâncias não está, porém, a necessidade de tomar café e fumar um cigarrinho.
Esta manhã, depois de entregar as pequenas, cheguei ao carro e tinha outro a trancar a saída. Pensei que pudesse ser de algum pai que tivesse ido levar o filho ao infantário e esperei, esperei, esperei.
Ainda buzinei, mas de nada me valeu. Lá resolvi ir colar o nariz ao vidro do dito carro (por azar o raio do vidro era escuro) e percebi que no interior não existia nenhuma cadeirinha de bebé.
A bufar por todos os lados, atravessei a estrada e fui direitinha ao café onde estava o dono do carro a satisfazer as suas necessidades de cafeína e nicotina.
Nunca, como naquele momento, lamentei tanta a falta do sangue quente das gentes do norte. Aquele senhor merecia ter ouvido um ralhete. E eu, parva, não lho dei.
Já nem falo em ver o carro arrastado pelo meu, coisa que cheguei a pensar fazer mas rapidamente me passou da ideia especialmente porque o meu carro tem pára-choques metalizados (ou lá o que é).
Mas umas verdades devia ter dito. Talvez não produzissem efeito no senhor, mas a mim aliviavam-me.
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Li há dias que o Alzheimer é uma doença da família. Nada mais verdadeiro. Não será só o Alzheimer, é certo, pois numa família a sério toda...
A mim também me falta o sangue quente, especialmente aqui porque ainda não domino a língua a 100%. Digamos que ainda não aprendi a dar sermões em sueco, mas lá chegarei!
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