segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Ouvir atrás das portas

Ultimamente, tenho passado algum do meu tempo a ouvir atrás das portas.

Não se preocupem, que não é uma conduta que generalize no dia a dia. Só o faço com as minhas filhas.

Ouvir a conversa das crianças, sem que elas percebam´, é um exercício interessante que, entre outras coisas,  nos ajuda a conhecer-lhes algumas manhas e perceber, por exemplo, quem  começou a bulha, magoou quem e se realmente existe dói dói.

 Muitas vezes tenho de (sor)riso quando me vêem, ou antecipam a minha chegada, e me tentam enganar com uma simulação de dor e um choro mais falso que Judas.

Outras vezes são traídas pela inocência, como ontem quando perguntei à Leonor porque é que tinha arranhado a Tita  e me respondeu "eu não a arranhei, bati-lhe".

Mas giro, giro é ver como a verdade transparece das suas caritas quando as olho de frente e faço uma pergunta cuja resposta não querem dar.

Umas pantomineiras, estas cachopas.

2 comentários:

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