sábado, 23 de agosto de 2014

Só peço que não desistam da minha defesa

As manas Neves Pinto andam possuídas pelo demo.


Sempre (e é mesmo sempre) que estão no mesmo espaço físico, gritam e bulham como duas gatas assanhadas.


Ou é uma que pára (deliberadamente) em frente à TV; ou outra que imita tudo o que a irmã diz; pega nos brinquedos (...). É mesmo por tudo e por nada.


Já desisti de tentar intervir, a menos que veja que a vida de alguma esteja a correr perigo.


 Puxões de cabelo, arranhões e mordidelas são coisa pouca nestas batalhas que, regra geral, acabam num empate.




Sei que faz parte, sei que vai piorar, só não sei como hei-de aguentar pois isto "dá-me nos nervos".


Numa altura em que ando extremamente cansada e sem paciência, a minha vontade é esganá-las (manda Deus que se diga a verdade).


Não o devendo fazer, limito-me a gritar. Também sei que não será muito ortodoxo, mas quem já passou por situações semelhantes perceberá.


A juntar a isto, tenho a Benedita na fase em que se atira para o chão a gritar e espernear, sempre que ouve um não.


Ainda ontem o fez, nas escadas do prédio, só porque entendi que não lhe devia pegar ao colo.


A cachopa gritou como se estivesse a ser espancada (e não me venham dizer que este tipo de grito não é estudado ao milímetro). Valeu-me o facto de ter duas testemunhas, idóneas, que viram que eu estava vários degraus abaixo e não lhe toquei num cabelo.


Mas que estou sujeita a ir presa, estou.


Só peço que não desistam da minha defesa pois, às vezes, os indícios enganam.

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