Respeito muito os professores.
Foi, aliás, uma professora que me ensinou o significado de uma das minhas frases preferidas, "ninguém é uma ilha de si próprio", através do recurso a uma imagem simples do dia a dia.
Precisamos todos uns dos outros. Do médico que "nos trata da saúde", do padeiro que nos faz o pão, do trolha que nos faz a casa, até dos advogados que, por incrível que possa parecer, podem ser úteis e não é só em situações más.
Tive professores muito bons, que me ficaram no coração, e outros maus cujos nomes nem fixei.
As discordâncias relativamente às políticas de ensino não são de hoje.
Desde que me lembro de ser gente ( e já estou mais perto dos 40 que dos 30) que não houve um único ministro da Educação que agradasse aos representantes dos professores.
Também não é de hoje a falta se saídas profissionais no ensino. Desde o início da década de 90 do século passado, andava eu na escola secundária, que é um facto conhecido de todos.
Apesar disso, continuaram a abrir os mesmos cursos e com o mesmo número de vagas.
E os jovens (provavelmente devido à bravura e lirismo que só se têm aos 18 anos) continuaram a escolher esses cursos.
No meio disto tudo entram os tais ditos representantes que, lamentavelmente, mais não fazem do que semear instabilidade e instigar a discórdia.
Chegámos assim à degradante situação de ver professores, acredito que por desespero, a perder o norte, a interromper solenidades e a querer impedir a realização das provas de avaliação às quais outros colegas decidiram submeter-se.
Agora, depois de toda a polémica em torno da forma como a avaliação está finalmente a ser implementada ( avaliação essa que já está prevista no Estatuto da Carreira Docente há uns tempitos que eu saiba) e de toda a crítica feita`ao teor da prova (para muitos humilhante de tão fácil) chega-se à conclusão que muitos daqueles que ensinam os nossos filhos a escrever não sabem, eles mesmos, fazê-lo.
Todas as classes profissionais deveriam ser avaliadas porque o mundo evolui e o "estado da arte" também.
O facto de, mal ou bem, se ter concluido uma formação académica não pode ser argumento para que quem ensina, e avalie, se recuse a ser avaliado.
Os outros profissionais também o são, quanto mais não seja pelo mercado.
E pelos vistos, considerando os resultados, a avaliação é mesmo necessária.
Gostava agora era de ver os representantes dos professores a tentar perceber a razão de ser daqueles 90% de erros ortográficos que não se relacionam com um acordo ortográfico alcançado em 1990.
Gostava, acima de tudo, que os profissionais do sindicalismo passassem a tentar fazer parte das soluções em vez de só identificarem problemas. Mas é mais fácil ser demagógico.
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