Antes de começar a quimio, a minha onco-hematologista fez-me uma série de recomendações relativamente à alimentação já que, com os tratamentos, ficaria com o sistema imunitário mais debilitado.
Basicamente, a alimentação deveria ser semelhante à das grávidas não imunes à toxoplasmose (o que só por si já seria difícil para mim - tiram-me enchidos e camarão tiram-me tudo).
Para além disso deveria consumir tudo em doses individuais. Passei a beber leite daqueles pacotes pequenos, descobri latinhas pequenas de pêssego em calda que passaram a ser muito minhas amigas (...).
Mas havia coisas inultrapassáveis. Claro que há pão embalado, mas na maioria dos casos está ao ar, num cesto. Uma coisa tão básica como a escolha do pão tornou-se motivo de stress. Graças a Deus, por pouco tempo pois assim que vi que reagia bem à quimio fui ficando mais relaxada (ou talvez até desleixada).
Para além disto, tive a tal experiência trágico-cómica com um homeopata que quis convencer-me que me estava a envenenar por beber leite (devo dizer que estou cada vez mais convencida ser impossível tomar pequeno almoço ou lanchar sem beber leite).
Esta semana revivi essas memórias, ao participar num seminário da ASAE sobre aditivos alimentares (conservantes, corantes e outros).
Segundo uma das oradoras, professora na faculdade de Farmácia, os aditivos são um dos menores perigos da alimentação actual já que estão muito estudados e o processo de autorização de introdução no mercado dura cerca de 10 anos.
O que não existe são dados sobre os efeitos da conjugação dos vários aditivos, e quantidades ingeridas, ao longo da vida. Aliás, podem ser tão variados que se torna difícil quantificar aquilo que ingerimos num dia.
Daí que, como disse com graça, o melhor é ir variando o veneno que é como quem diz ir diversificando os alimentos e as marcas.
Esta foi a segunda vez que ouvi esta que acredito ser uma grande verdade. A 1.ª, ainda que dita de forma "mais séria" foi quando, no meio do desespero, procurei a nutricionista do IPO.
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