Entender a falta de memória

Entender a falta de memória e distinguir entre um esquecimento normal do dia a dia e um sintoma de demência será das coisas mais difíceis que a vida nos apresenta.


Saber o que fazer quando vemos alguém querido a confundir o bidé com a sanita, a limpar as mãos na água que escorre do autoclismo e a limpar o chão (horas a fio) com as mãos é uma prova daquelas.


Hoje, depois de uma noite de baby-sitting à avó, deparei-me com ESTA notíica sobre um projecto da Associação Alzheimer e não pude deixar de a partilhar.


O papel desta associação, e outras que trabalham no sentido de minimizar os efeitos devastadores da demência na vida das famílias, é essencial.


 Este projecto, em particular, tocou-me já que trababalha com os mais novos. Aqueles que serão os cuidadores e, por isso mesmo, precisam de ser sensibilizados para uma questão tão delicada quanto esta.


As crianças não podem ser arredadas desta realidade e são muito importantes enquanto fonte de estímulo dos pacientes de Alzheimer. Como em tudo o resto, os afectos são a base que sustenta esta caminhada.




Ironia do destino, no final o que restará serão as memórias dos bons momentos partilhados.

Comentários

  1. Mesmo antes de abrir o link da notícia, lembrei-me logo da reportagem que vimos hoje. Deixo-te o link caso não tenhas visto: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=842421&tm=8&layout=122&visual=61

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