Triste e frustrada

Triste e frustada, é assim que me sinto relativamente ao ponto de situação da causa que abracei nos últimos tempos, a defesa de uma vida digna até ao fim.

Como sabem, resolvi expor a uma série de entidades situação real, muito ilustrativa da falta de condições que se verifica, na grande maioria dos casos, ao nível dos cuidados paliativos.

A ideia é alertar para um problema vivido por milhares, talvez milhões,  de pessoas e tentar que essas tais entidades olhem para o problema com olhos de ver.

Tristemente, constato que só consegui que uma série de funcionários públicos gastasse tem a redigir ofícios sem conteúdo, dando conta de os serviços terem remetido o meu email para outro serviço. A Casa Civil remeteu o email para o Gabinete do PM, que o enviou para o Gabinete do Ministro da Saúde. De notar que tive o cuidado de mandar o email com todos os destinatários visíveis e de dar a conhecer ao Gabinete do PM a resposta que o Gabinete do Ministro da Saúde me tinha dado já há  mais de um mês.

Nisto tudo tenho uma mão cheia de nada e outra cheia de coisa nenhuma.

Os lindos documentos vão -se sucedendo e, no mundo real, pouco ou nada se vê de concreto.  E as entidades competentes acham mais importante falar do que vão fazendo do que daquilo que pretendem fazer.

Razão pela qual me deixa especialmente triste e preocupada ESTA notícia sobre o facto os cuidados paliativos ficarem excluídos da rede de cuidados continuados que resumo abaixo no essencial:

"Com a nova portaria, as famílias são empurradas para um beco sem saída: veem os seus privados destes cuidados e sentem a limitação de não poder cuidar; por outro lado mesmo que queiram, apenas dispõem de 15 dias por ano para assistência aos familiares e os subsídios existentes para apoio de terceira pessoa são insuficientes para conseguirem pagar possíveis alternativas», dizem, em comunicado".

Uma triste realidade.

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