sábado, 11 de outubro de 2014

"Quem Dá e Reparte, fica com a Melhor a Parte"

 
 Nos tempos que correm recebemos tantos apelos de ajuda às mais variadas causas que, e por mim falo, há muitos que já passam ao lado.

Esta semana, porém, fui tocada pela divulgação de uma campanha de apadrinhamento, promovida pelo Centro Social e Paroquial da Vera Cruz (CSPVC) "Quem dá e reparte, fica com a melhor parte", que começa por focar um ponto que me parece muito importante.

"Se passar a informação já está a ajudar"
 
Se não puder apadrinhar uma família, passe esta informação… a um familiar , a um amigo a alguém que o possa fazer.
Só com o esforço e o apoio de cada um de nós, é possível AJUDAR quem precisa da nossa ajuda".

E realmente assim é. A ajuda, seja em que situação for, pressupõe uma conjugação de esforços e tarefas complementares.

Quem não pode doar sangue, ajuda se sensibilizar quem o pode fazer para a importância do acto; quem não pode contribuir financeiramente para uma causa social, talvez possa doar parte do seu tempo e por aí fora...

A ideia desta campanha é simples e pode ser replicada por todo o país. Estou até a pensar adaptá-la e sugerir um projecto para ser implementado na escolinha das meninas.

Isto para dizer ao pessoal que não seja de Aveiro que, ainda assim, pode ajudar. Porque a ajuda irá muito além da entrega de bens (ainda que esta seja essencial).

Mas passemos ao que interessa.

 
 Diz o CSPVC:
 
Despensa vazia:
Temos uma despensa equipada com todas as condições de acondicionamento para alimentos frescos e congelados, (graças ao projeto da Missão Sorriso, que nos permitiu adquirir esses equipamentos); só nos faltam os produtos... que as nossas famílias tanto necessitam.
 
Sabemos que os tempos estão difíceis para todos, mas a partilha é multiplicadora e estamos certos que vamos conseguir um(a) padrinho/madrinha para cada família.
 
72 famílias a precisar de uma madrinha ou padrinho:
Neste momento, estamos a apoiar 72 famílias… oriundas das diversas valências do CSPVC, que apresentam carência económica comprovada mediante analise da situação socioeconómica do agregado.
 
Tempo de apadrinhamento?
 
Diga-nos durante quanto tempo quer ser o padrinho ou a madrinha da família que escolheu- 1 mês, 2 meses, 6 meses, 1 ano… a opção é sua!!!
 
Sugestões do saco para os seus afilhados, não tendo necessariamente que fazer um saco com todos os artigos nele sugeridos, sendo que as quantidades serão de acordo com o número de elementos que constituem a família apadrinhada, por exemplo:
 
- Leite, Azeite, Óleo, Arroz, Massa, Leguminosas enlatadas/secas, Salsichas, Atum, Açúcar, Cereais/Papas, Farinha, Bolachas, Compotas, Carne, Peixe, Legumes, Produtos de higiene pessoal e doméstica...
 
A cada família foi atribuído o nome de uma flor/erva aromática e descritos os elementos que a constituem.
 
 
" Caso esteja interessado em apadrinhar uma família, basta que envie e.mail para(comunicacao@cspveracruz.pt) ou através de mensagem privada no facebook (onde poderá visualizar todas as famílias por nós apoiadas) em https://www.facebook.com/media/set/?set=a.357012534462830.1073742069.136524596511626&type=1   , indicando o número de elementos da família que deseja apadrinhar ou o nome, o seu nome, contacto telefónico e e-mail; de seguida entraremos em contacto consigo".
 
Qualquer ajuda é bem vinda! Qualquer tempo de apadrinhamento é uma boa escolha!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O drama das actividades extracurriculares

A cada novo ano lectivo, o mesmo drama. Escolher as actividades extracurriculares.

Não é pera doce, encontrar um equilíbrio entre aquilo que a bolsa permite, o que as crianças preferem e aquilo que lhes fará melhor, tentando não impor nada mas, simultaneamente, ensinar que não podem mudar de opinião só porque viram o vizinho do lado fazer uma escolha diferente.

E quando uma das crianças, do alto dos seus 3 anos, nos diz que não quer ir à piscina porque "está tudo molhado"não há contra-argumentação que resista.

Vamos lá a ver se a Tita consegue suportar esse pequeno pormenor.

Busca pelo ser

Entre o cheiro a figos
E uma conversa de amigos
Reanima-se a alma
Recupera-se a calma


E o tempo estica (de)vagar
Ao som revolto do mar
Que com o seu quê de divino
Se adopta como hino


É o regresso ao primeiro amor
Aquele que magoa sem dor
E sem nos prender ao tempo
Parte levado pelo vento


Segue lenta esta viagem
Que clarifica, de tudo, a origem
Milagre de acreditar sem ver
Nesta incessante busca pelo ser

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ai se eu fosse supersticiosa

A Tita tinha-me dito que se eu não dormisse com ela "vinha um bicho lá de cima que a mordia", esqueceu-se foi de me dizer que, para além disso, eu seria acometida de um herpes labial de um tamanho do qual já não tinha memória.


Parece que me lançou um mau olhado, a cachopa.

Mestria na arte de apelar ao sentimento

Cada um de nós tem vários dons. Um dos dons da Tita é, sem dúvida, a capacidade de apelar ao sentimento.


Pode estar, conscientemente, a fazer a maior das asneiras e ver-nos furiosos que não perde a razão.


Limita-se a sorrir-nos de forma luminosa e a atirar um "és lindo/a", que nos deixa rendidos.


Ontem resolveu procurar uma forma de me chegar ao coração e conseguir que dormisse com ela.


Disse-me a espertalhona, com um ar muito condoído, que se dormisse sózinha vinha um bicho "lá de cima" e a mordia. O drama seria evitado se eu estivesse a dormir com ela.


Ainda tentei explorar a história para tentar perceber se o objectivo era que o bicho me mordesse a mim, em vez de morder a pequena, mas já não me deu conversa.


Claro que fiquei com o coração amolecido (mais do que o costume) e fiquei deitadinha ao lado dela até que adormecesse.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Tita e o cloro

A Tita começou este mês a ir à piscina.


Ao contrário de todas as outras crianças que conheço (mana incluída) não vem de lá derreada, nem adormece em cima do prato da sopa.


Pelo contrário, dá a sensação que o cloro a põe eléctrica e à noite é vê-la nas suas brincadeiras que, invariavelmente, incluem ralhetes aos amigos imaginários.


A pequena sempre dormiu muito menos que a mana. Se calhar vou repensar a minha decisão em relação à sesta e pedir à educadora que não a coloque a dormir.


O papá sugere que a sesta seja substituida por corridas à volta do edifício, o que não está mal pensado.


Aquela energia tem de ser gasta antes de entrar em casa.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Será que vou para o inferno?

Acabei de mentir às minhas filhas, dizendo-lhes que não sei quem comeu as gomas que pertenciam a um saco que não tive a inteligência de esconder.


Será que vou para o inferno?


E se disser que o que fiz foi só para evitar que se enervassem comigo, pois jamais onseguiriam perceber que me limitei a evitar que ingerissem açúcares maus?


Safo-me?

Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...