Farias hoje 59 primaveras aqui na terra, não fosse a pressa que Deus teve em levar-te.
Durante estes longos 7 anos, tenho-me perguntado muitas vezes se podia ter feito mais para te aliviar o sofrimento. Se estive ao teu lado o tempo suficiente. Se havia outra forma de chegar até ti.
Depois, quando páro para pensar, lembro o olhar que fazias quando me vias e tenho a certeza que posso não ter sido o melhor apoio mas, com todas as minhas limitações, dei tudo aquilo que consegui.
Sei que partiste em paz e hoje isso basta-me. Que melhor posso eu querer do que saber que, agora que vives noutro lugar, já não sofres.
Parabéns padrinho.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Passaram 10 anos! Já faço parte do imobilizado.
Faz hoje 10 anos que, ainda tenrinha, comecei a trabalhar lá no estaminé.
Acho que já faço parte do imobilizado.
Acho que já faço parte do imobilizado.
domingo, 29 de junho de 2014
Afinal não era água. E eu preocupada com o elástico ...
Hoje tive uma experiência interessante ao assistir, em cima da meta, à chegada dos corredores após um esforço de 10 Kms.
É mesmo interessante ver as várias reacções e perceber quais são aqueles que vão literalmente na desportiva, aqueles para os quais chegar à meta é um importante objectivo pessoal e que depois de passada a mesma quase desfalecem e os outros que simplesmente querem chegar à frente.
Estava eu perdida nestes pensamentos, quando um dos atletas resolve tirar o dorsal e me atinge com o elástico em cheio na cara.
Juntamente com o elástico, senti uns pingos de algo que julguei ser água mas que alguém jurou ser suor. Ca nojo.
Já uma pessoa não pode fazer experiências sociológicas em paz.
É mesmo interessante ver as várias reacções e perceber quais são aqueles que vão literalmente na desportiva, aqueles para os quais chegar à meta é um importante objectivo pessoal e que depois de passada a mesma quase desfalecem e os outros que simplesmente querem chegar à frente.
Estava eu perdida nestes pensamentos, quando um dos atletas resolve tirar o dorsal e me atinge com o elástico em cheio na cara.
Juntamente com o elástico, senti uns pingos de algo que julguei ser água mas que alguém jurou ser suor. Ca nojo.
Já uma pessoa não pode fazer experiências sociológicas em paz.
Ontem morreu uma criança de 5 anos na Damaia
Ontem, durante um incêndio, morreu uma criança de 5 anos na Damaia.
Soube-o ao mesmo tempo em que ouvia um painel de comentadores a debitar sentenças sobre o Mundial.
Perante um facto tão triste, um canal informativo da nossa praça não encontrou forma melhor para captar audiências do que colocar a notícia a correr incessantemente em rodapé.
Esra falta de respeito com a família daquele menino, e com os próprios telespectadores, enervou-me de tal forma que tive de mudar de canal.
É inadmissível que não se faça distinção entre uma tragédia humana e a (in)justiça que possa ter sido o castigo aplicado ao Suarez.
Percebo a necessidade de lutar pelas audiências. Podiam era fazê-lo através da qualidade do trabalho e não pela exploração de sentimentos.
À família daquele menino, cujo sofrimento nem consigo imaginar, os meus mais sinceros sentimentos. Paz à sua alma.
Soube-o ao mesmo tempo em que ouvia um painel de comentadores a debitar sentenças sobre o Mundial.
Perante um facto tão triste, um canal informativo da nossa praça não encontrou forma melhor para captar audiências do que colocar a notícia a correr incessantemente em rodapé.
Esra falta de respeito com a família daquele menino, e com os próprios telespectadores, enervou-me de tal forma que tive de mudar de canal.
É inadmissível que não se faça distinção entre uma tragédia humana e a (in)justiça que possa ter sido o castigo aplicado ao Suarez.
Percebo a necessidade de lutar pelas audiências. Podiam era fazê-lo através da qualidade do trabalho e não pela exploração de sentimentos.
À família daquele menino, cujo sofrimento nem consigo imaginar, os meus mais sinceros sentimentos. Paz à sua alma.
sábado, 28 de junho de 2014
Estás a ficar humana!
A minha Amiga, Madrinha e Comadre Dina é das melhores pessoas que conheço.
Admiro-a por tudo e em especial pela frontalidade (que só uma verdadeira Amiga consegue ter) com que me chama a atenção nos momentos em que preciso de ser chamada à terra.
E foi por isso uma alegria para mim, ouvi-la exclamar (depois de um comentário que fiz" um "estás a ficar humana; quer dizer humana já tu eras e até demais; estás é a ficar terráquea".
Devo dizer que dispensava bem toda a experiência que me fez chegar ao tal estado de terráquea, mas entendi o comentário como um elogio atendendo ao contexto da conversa e à forma como foi feito.
E quem é que não gosta de ouvir dizer que evoluiu?
Admiro-a por tudo e em especial pela frontalidade (que só uma verdadeira Amiga consegue ter) com que me chama a atenção nos momentos em que preciso de ser chamada à terra.
E foi por isso uma alegria para mim, ouvi-la exclamar (depois de um comentário que fiz" um "estás a ficar humana; quer dizer humana já tu eras e até demais; estás é a ficar terráquea".
Devo dizer que dispensava bem toda a experiência que me fez chegar ao tal estado de terráquea, mas entendi o comentário como um elogio atendendo ao contexto da conversa e à forma como foi feito.
E quem é que não gosta de ouvir dizer que evoluiu?
A difícil arte de ler, e interiorizar, os recados do infantário
Até ontem, pensava dominar perfeitamente a técnica da "leitura na diagonal" que me foi ensinada pela minha santa mãezinha.
Pelos vistos não domino ou então o episódio que vivi foi para me demonstrar que a técnica pode ser utilizada na leitura de acórdão do STJ mas jamais em recados vindos do infantário.
2.ª feira começam as idas à praia e as meninas trouxeram para casa dois recados cada uma, com indicação dos horários de saída da instituição e tudo aquilo que necessitam de levar.
O meu primeiro erro foi o de assumir que os primeiros recados seriam iguais, pelo que só li um.
Resultado, senão fosse uma conversa com uma das educadoras as meninas iriam para a escola à hora do costume na 2.ª feira e a Benedita ia a pé para a praia pois os meninos da sua salinha saem meia hora antes do que os da salinha da Leonor.
O segundo grande erro foi ler os segundos recados na diagonal, assumindo que seriam só para relembrar os anteriores.
Resultado, ia eu toda contente por me ter lembrado que a 1.ª muda de roupa devia ser entregue no dia 27, quando começo a ver outros pais com os sacos das toalhas e o banquinho elevatório.
Os segundos recados explicitavam que deviam ser entregues também no dia 27 e eu, esperta, nem li esse pequeno grande pormenor.
Lá deixei a muda de roupa na escolinha, corri para o carro (onde, por acaso, tinha o banquinho elevatório) e à hora do almoço galguei até casa para ir buscar as toalhas.
Ficou só a faltar o chapéu da Benedita (se bem que, a avaliar pelo tempinho horrível que faz hoje, não sei se virá a precisar).
Fiquei, como sempre, a auto-censurar-me, por mais esta grande confusão (perco horas da minha vida a resolver as consequências dos meus equívocos).
Como se não bastasse ter a consciência a chatear-me, a Leonor acabou de me brindar com um "mãe, tu és uma esquecida, ontem esqueceste-te de levar as toalhas para a escola; só levaste a roupa, mas depois olhaste para o papel e foste lá entregar as toalhas. Foi a B. que me contou!!!".
Toma e embrulha.
E nem vale a pena tentar desculpar-me com o facto de ter tido uma semana de cão lazarento, pois as confusões são permanentes.
Enfim
Pelos vistos não domino ou então o episódio que vivi foi para me demonstrar que a técnica pode ser utilizada na leitura de acórdão do STJ mas jamais em recados vindos do infantário.
2.ª feira começam as idas à praia e as meninas trouxeram para casa dois recados cada uma, com indicação dos horários de saída da instituição e tudo aquilo que necessitam de levar.
O meu primeiro erro foi o de assumir que os primeiros recados seriam iguais, pelo que só li um.
Resultado, senão fosse uma conversa com uma das educadoras as meninas iriam para a escola à hora do costume na 2.ª feira e a Benedita ia a pé para a praia pois os meninos da sua salinha saem meia hora antes do que os da salinha da Leonor.
O segundo grande erro foi ler os segundos recados na diagonal, assumindo que seriam só para relembrar os anteriores.
Resultado, ia eu toda contente por me ter lembrado que a 1.ª muda de roupa devia ser entregue no dia 27, quando começo a ver outros pais com os sacos das toalhas e o banquinho elevatório.
Os segundos recados explicitavam que deviam ser entregues também no dia 27 e eu, esperta, nem li esse pequeno grande pormenor.
Lá deixei a muda de roupa na escolinha, corri para o carro (onde, por acaso, tinha o banquinho elevatório) e à hora do almoço galguei até casa para ir buscar as toalhas.
Ficou só a faltar o chapéu da Benedita (se bem que, a avaliar pelo tempinho horrível que faz hoje, não sei se virá a precisar).
Fiquei, como sempre, a auto-censurar-me, por mais esta grande confusão (perco horas da minha vida a resolver as consequências dos meus equívocos).
Como se não bastasse ter a consciência a chatear-me, a Leonor acabou de me brindar com um "mãe, tu és uma esquecida, ontem esqueceste-te de levar as toalhas para a escola; só levaste a roupa, mas depois olhaste para o papel e foste lá entregar as toalhas. Foi a B. que me contou!!!".
Toma e embrulha.
E nem vale a pena tentar desculpar-me com o facto de ter tido uma semana de cão lazarento, pois as confusões são permanentes.
Enfim
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Ainda querem que eu coma coisas saudáveis
Ontem, por vicissitudes da vida, dei comigo a lanchar num daqueles restaurantes de comida ao peso.
Atendendo à hora, e à vergonha, optei por deixar de lado coisas como feijão preto e farofa, e optei por comer uma gelatina e uns pedaços de melancia.
Apesar de ter ficado babada só de pensar numa fatia de pizza que tinha visto pouco tempo antes, fiquei orgulhosa por ter escolhido um lanche que julgava saudável.
Claro que o orgulho passou logo, a meio caminho entre Lisboa e Aveiro, quando comecei a sentir uns calores estranhos e tive de me levantar para apanhar ar.
Foi só fazê-lo para a melancia, envolvida em sucos ácidos, me voltar à boca e obrigar a percorrer a carruagem de uma ponta à outra para chegar ao wc e evitar uma desgraça maior.
Para lá chegar tive que dar uns toquezinhos no ombro do revisor, que estava de costas para mim no meio do corredor e com o qual não podia falar por ter a boca cheia.
Quando perceber a situação, o senhor foi um verdadeiro cavalheiro e abriu-me a porta do wc.
Uma comédia, vista agora à distância.
Sei bem que o facto de viajar de costas não deve ter ajudado, mas tão cedo não me falem em lanches saudáveis, muito menos se envolverem melancia.
Atendendo à hora, e à vergonha, optei por deixar de lado coisas como feijão preto e farofa, e optei por comer uma gelatina e uns pedaços de melancia.
Apesar de ter ficado babada só de pensar numa fatia de pizza que tinha visto pouco tempo antes, fiquei orgulhosa por ter escolhido um lanche que julgava saudável.
Claro que o orgulho passou logo, a meio caminho entre Lisboa e Aveiro, quando comecei a sentir uns calores estranhos e tive de me levantar para apanhar ar.
Foi só fazê-lo para a melancia, envolvida em sucos ácidos, me voltar à boca e obrigar a percorrer a carruagem de uma ponta à outra para chegar ao wc e evitar uma desgraça maior.
Para lá chegar tive que dar uns toquezinhos no ombro do revisor, que estava de costas para mim no meio do corredor e com o qual não podia falar por ter a boca cheia.
Quando perceber a situação, o senhor foi um verdadeiro cavalheiro e abriu-me a porta do wc.
Uma comédia, vista agora à distância.
Sei bem que o facto de viajar de costas não deve ter ajudado, mas tão cedo não me falem em lanches saudáveis, muito menos se envolverem melancia.
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