domingo, 31 de agosto de 2014

Deus não mexe uma palha

Tive a felicidade de passar o fim de semana em Fátima, com o meu grupo de Jovens (Adoramus Te) e a minha, sempre jovem, avó. Não fui cumprir nenhuma promessa, muito menos penitenciar-me. Fui em busca de paz e força para continuar o caminho. E encontrei-as. Pelo menos durante alguns dias. No meu coração levei todos os que me são queridos, em especial os que se encontram a iniciar a batalha contra o cancro. Estiveste lá comigo V. De tudo o que ouvi na Assembleia retive um excerto das palavras do Marcelo Souza, missionário leigo, casado e pai de filhos, que, com o seu português cheio de açúcar, me relembrou uma coisa óbvia. Deus não mexe uma palha pelo que é possível (leia-se pelo que depende de nós); Deus só se preocupa com impossível (para o Homem). Traduzido por miúdos, quererá dizer que do céu só cai a chuva e, ocasionalmente, um ou outro meteorito (pelo menos foi esta a minha leitura). O resto temos mesmo de ser nós a fazer.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Os jornalistas votaram bem

O rapaz é trabalhador e tem um mérito que ninguém lhe pode negar. Para além do mais é um excelente embaixador de Portugal. Com estas qualidades até lhe perdoo a imodéstia. "Os jornalistas votaram bem". Parabéns jornalistas e, já agora, parabéns Ronaldo.

Como a Hello Kitty não é uma gata?!!!

Ó meu Deus. É toda uma vida de ilusão que está em causa. A Hello Kitty não é uma gata? Estou em choque.

Para que serve a história?

Sempre gostei imenso de história e cheguei a sonhar ser arqueóloga. Claro que, na inocência da juventude, pensava que nada podia ser mais rigoroso do que a história e ficava muito intrigada quando o meu pai me dizia que era necessário filtrar aquilo que nos era contado. Factos são factos, pensava eu. Agora percebo que, como em tudo, há sempre influência das nossas convicções, sejam elas políticas, religiosas ou sociais, naquilo que vemos e trasmitimos. Em todo o caso, a história serve para perceber o presente. Se tivermos o cuidado de parar para observar, muitas das reacções/modos de agir de quem nos rodeia são influenciados pela história de vida da pessoa em questão (especialmente aqueles que mais temos dificuldade em aceitar/perdoar). Conhecer a história das pessoas é, por isso, essencial para que as conheçamos melhor e procuremos a sua verdadeira essência. E isto pode ser transposto para tudo o resto na vida. É interessante, por exemplo, perceber que o despesismo, as derrapagens orçamentais e as famosas "gorduras do Estado" (que tanto nos afligem actualmente) são tudo menos um fenómeno recente. Basta recuarmos ao século XVIII e vermos a forma como D. João V regia este nosso Portugal e geria o "vil metal" chegado do outro lado do Atlântico. A diferença entre D. João V e os governantes da era moderna é que aquele tinha piolhos mas deixou-nos o magnífico convento de Mafra que continua erguido de "pedra e cal", disponivel para quem o quiser visitar, enquanto estes deixam-nos estádios de futebol construídos em 2004 e já a cair aos bocados. Dá que pensar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Para quem vive com o cancro - remissões inesperadas

Esta semana deparei-me com um artigo sobre um site que relata casos concretos de remissões inesperadas de doenças oncológicas. Dizia o artigo, e não podia estar mais de acordo, que mais importante do que ler sobre as possíveis causas da doença, temos é de procurar inspiração em situações de sucesso (que são cada vez mais). Podem aceder ao site AQUI

Engordar no local de trabalho

Segundo um estudo americano (de onde mais poderia ser?), cada cinco minutos/hora de trabalho que passemos a enviar e.mails de trabalho equivalem a um ganho de 1 Kg a cada dois anos. Isto poderá explicar o facto de ter aumentado 5 Kgs (na verdade foram mais)em 10 anos de trabalho. Diz o mesmo estudo que este potencial aumento de peso pode ser evitado se optarmos por nos levantar e ir aos gabinetes do lado (ou subir as escadas, o que ainda será mais eficaz) para dar alguns dos recados que iríamos enviar por e.mail. Fica a dica.

A moda das zonas child free

Anda por aí uma moda que me incomoda um bocadinho - as child free zones (em português corrente "criança não entra"). E os locais até têm sinaléctica própria. Um sinais daqueles redondos, onde os cãezinhos são substituídos pelas criancinhas. Sei, por experiência própria, que as criancinhas podem ser muito incomodativas. E há momentos em que dou a ponta do dedo mindinho da mão esquerda para estar longe dessas criaturas. Querer estar em silêncio, a conversar ou ler, e ter ao lado uma criança aos guinchos é tão irritante como estar no cinema a ouvir o vizinho do lado a comer pipocas. Há, efectivamente, locais que não são apropriados para crianças. Quanto a isso estamos todos de acordo. Daí a criarmos restaurantes e hotéis interditos a crianças já me parece diferente. A infância serve, entre outras coisas, para as crianças serem ensinadas a viver em sociedade. Ora, tal só será possível se as integrarmos na sociedade, o que passa por a levarmos a hotéis, restaurantes, museus, igrejas (..., mesmo sabendo que dificilmente terão um comportamento irrepreensível. Caberá, naturalmente, aos pais gerir o seu comportamento. E aí sim, está a grande ciência. Não podemos amordaçá-las, apesar da vontade que às vezes nos dá. Podemos é retirar-nos, caso as feras fiquem incontroláveis ao ponto de incomodar os restantes presentes, coisa que aliás a família Neves já teve de fazer. Claro que o conceito "incomodar" é muito subjectivo. Há pessoas mais comichosas do que outras e encontrar um meio termo é sempre difícil. Mas mais do que as zonas child free, incomodam-me as tais pessoas comichosas que criticam os pais que levam as crianças a restaurantes e perturbam a tranquilidade alheia. Há dias, irritei-me tanto com a arrogância da autora de num blogue, que não tenciono voltar a ler, que me saltou a tampa e perguntei se a senhora também defendia zonas "doentes mentais free" ou "idosos com Alzheimer free". Há alguns que também gritam e até se babam. Vamos encerrá-los em casa, a eles, e às famílias, para não incomodar pequenos egos superiores? Haja bom senso e tolerância, que cabemos todos no mesmo mundo.

Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...