domingo, 10 de junho de 2012
Aterrador
Fico doente com grande parte dos comentários feitos a notícias on line. Custa acreditar (especialmente a quem, como eu, sofre do síndrome de S. Tomé) que exista tanta gente doente no mundo. E não falo em doenças físicas, falo em distúrbios de personalidade.
Para não me chatear, evito ver esses comentários, mas às vezes não consigo.
Hoje foi um desses momentos. Estava a ler esta notícia do Sol http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=51504 sobre um jovem de 23 anos que sofre de cancro em estado terminal.
Ao confessar os seus últimos desejos, fala na vontade de ter sexo (como qualquer pessoa normal).
O comentário que despoletou este post foi o seguinte:
"confessou querer ter sexo o maior número de vezes possível antes de morrer."
Este é que me saiu cá um Maloio,de estúpido não tem nada.
Só precisa, de dinheiro uma esposa bonita, rica,se possível virgem e ter sexo forte e feio até morrer.
Ao que parece o seu estado ainda não é assim tão terminal, pior é o estado dos lorpas que vão na historia do vigário...kkkkkkkk ".
Estou, com toda a certeza, a dar demasiada atenção a quem não a merece. Mas ninguém é de ferro. E pergunto-me "como é que é possível"? Este não é o único comentário do género.
Obviamente que a história pode ser falsa. Há gente para tudo. Mas porquê partir desse princípio? Mais. Porquê partir do princípio que alguém em estado terminal não tem vontade de ser feliz e aproveitar todos os momentos? Coisa que, aliás, todos devíamos fazer.
Não querendo comparar as pessoas em questão (muito menos a motivação)faz-me lembrar os tempos da quimio. Quando telefonava a uma amiga a perguntar como estava e ouvia como resposta "não te preocupes comigo, agora tens é de tratar de ti).
Claro que sim, tinha de tratar de mim, mas o que mais queria é que o meu dia a dia fosse minimamente normal e isso implicava preocupar-me com os outros, ter sexo (....).
Nem sei o que sentir relativamente a pessoas que escrevem estas enormidades. Se tenho pena por serem umas verdadeiras bestas, se fico feliz porque, provavelmente, nunca conviveram com a iminência do fim (antecipado) da vida (delas ou de alguém próximo).
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