Começou o massacre

A Leonor pensa que eu sou o Pai Natal. Vai daí, massacra-me o cérebro com pedidos de prendas.

Sempre que apanha um catálogo, ou vê anúncios de brinquedos na televisão, faz questão de me chamar e dizer a famosa frase "mãe, eu quero aquilo e aquilo e aquilo", que é basicamente tudo.

Os pedidos são tantos que chega a ficar baralhada e, às vezes, faz uma 2.ª pergunta (à qual acho piada), "mãe, já te pedi aquilo?".

Sei que isto é normalíssimo e que a Leonor não faz mais do que qualquer um adulto faria, se pudesse. Eu própria, admito, vou deixando umas mensagens subliminares ao senhor das barbas.

Mas também me parece uma excelente altura para lhe(s) transmitir alguns princípios de solidariedade e mostrar limites.

Nem que eu fosse multimilionária daria tudo o que as minhas filhas pedem, simplesmente porque a vida não nos dá tudo o que queremos e há que saber lidar com essas contrariedades.

 Com esta história dos pedidos de prendas, posso fazer uma analogia simples com o resto e tentar dar mais um passo nesta aventura que é preparar as minhas filhas para enfrentar a vida.

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