terça-feira, 5 de junho de 2012
Só isso?
Então diz-me lá o que fizeste no teu trabalho hoje?, perguntou-me a Leonor ontem ao fim do dia
Respondi: escrevi no computador
E mais?
Falei ao telefone
E mais?
Mais?! Ah ... Mais nada
A pequena olhou para mim, incrédula, e não disse palavra, mas nos seus olhos estava escrito "só isso?!!!"
E de facto, pensando bem ...
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Vais fazer a escolha certa
Há dias em que, definitivamente, não encontro as melhores palavras. Ando, desde ontem à noite, à procura das melhores e mais acertadas. Como não as encontro, mas também não posso deixar de dizer o que me vai na alma, vou deixar de as procurar.
Silvina chérie. Gostei muito, muito de te conhecer pessoalmente. Em qualquer um dos teus egos (esta é a nossa private joke) se pode ver o quão especial és.
Tenho a certeza (tenho mesmo) que vais fazer a escolha certa. Como te disse, não vou dar palpites (a menos que queiras muito, que eu por ti faço tudo).
Trata-se de mais uma escolha que só a ti pertence e os outros (como eu) só têm de apoiar.
A tua teimosia e determinação vão fazer o resto.
PS
Só não acho bem teres iniciado a Tita nos erros alimentares (essa era a minha parte).
ih, ih
domingo, 3 de junho de 2012
Dura realidade
Esta noite tive autorização para dormir no quarto "do papá e da Tita". A autorização foi meramente tácita e relacionou-se com o facto de a Leonor ter adormecido sózinha, tal era a exaustão ao final de um dia em que não dormiu a sesta.
Estava eu a dormir profundamente quando, pelas 5 da manhã, a pequena desatou aos gritos "mamã, onde estás? quero que venhas para aqui!".
Completamente atordoada, vou a correr escadas abaixo (não sei como ainda não me espatifei toda nestas minhas corridas nocturnas).
Quando me sentiu no quarto (sim, porque nem se dignou olhar para mim), o discurso mudou "a minha pêpê, quero a minha pêpê".
Encontrada a dita cuja, pu-la na boca e virou-se para o lado, continuando a dormir placidamente.
Nestes entretantos, colocou a minha integridade, física e psicológica, em risco. Fartei-me eu de ler coisas sobre criancinhas, nomeadamente que não as devemos deixar sózinhas, a chorar, muito tempo para que não se sintam inseguras e é esta a paga.
Uma escrava é o que eu sou.
sábado, 2 de junho de 2012
Em resposta ao meu marido
Entre as muitas coisas que me fazem gostar de escrever neste blogue, está a alegria que sinto cada vez que recebo comentários do meu marido. Tão raros quanto especiais.
E o rapaz até sabe escrever. Qualque dia desafio-o ser ser co-autor do Hodgkin, logo existo (aliás, creio que já aqui o disse, é ele o padrinho da criança pois foi quem lhe deu o nome).
Passo agora à resposta ao comentário deixado no post de dia 30 de Maio (as minhas limitações não me permitem reencaminhar-vos para lá.
Meu Amor, o mundo dá muitas voltas pelo que não posso jurar jamais vir a fazer a apologia dos verdes. Presentemente está fora de questão. Ainda à hora do almoço reparei na reacção da Tita quando lhe deste alface pela 1.ª vez e pensei que não deve ser muito natural os humanos comerem verduras, se até uma criança, que ainda não conhece os sabores, as rejeita.
Mas isso sou eu, que fiquei traumatizada com aquela besta daquele homeopata que tanto me fez sofrer, em vésperas de iniciar a qimio, ao insinuar que eu era culpada por ter cancro. Só por comer carne e ter caído às mãos do lobbie (segundo a besta) da indústria de lacticínios.
Brincadeiras à parte, sei que não sou um bom exemplo para as minhas filhas e espero que, também nisso, saiam ao pai (apesar de tudo indicar o contrário).
Mais uma ideia para o fim de semana
Já que estou em maré de ideias, aproveito para vos falar de outra pérola do nosso património (empresarial e cultural) que merece ser visitada - o Aliança Underground Museum, nas Caves Aliança.
Apesar do nome inglês (dispensável, a meu ver), este museu é bem português. Fica na freguesia de Sangalhos, concelho de Anadia, Distrito de Aveiro (tinha de ser).
A colecção do comendador Berardo (arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria e cerâmica) está exposta ao longo das caves, pelo que durante a visita se vai, simultaneamente, conhecendo o processo de fabrico dos espumantes.
Estive lá duas vezes. Na 2.ª vez, já na era pós Berardo, estava em trabalho pelo que não tive oportunidade de ver as colecções com a devida atenção.
Está prometido. Um dia volto, com calma.
Se quiserem conhecer mais, visitem o site www.alianca.pt
E não, não me pagam pela divulgação (aliás nem sabem quem eu sou)
Ideia para o fim de semana
Portugueses, está a decorrer, até ao próximo dia 10 de Junho, a Feira do Livro de Aveiro.
Ali mesmo no Rossio, entre os moliceiros e os ovos moles. Aproveitem para vir passear. Ao lado, fica o Museu da Arte Nova de cuja cafetaria já vos falei e que torno a falar. Gosto muito do espaço.
Aqui fica a ideia para uma passeata com a família
Ali mesmo no Rossio, entre os moliceiros e os ovos moles. Aproveitem para vir passear. Ao lado, fica o Museu da Arte Nova de cuja cafetaria já vos falei e que torno a falar. Gosto muito do espaço.
Aqui fica a ideia para uma passeata com a família
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Hoje o dia é delas
Hoje o dia é delas. Ora aqui está um título completamente enganador, tipo revista cor de rosa.
Dito assim, parece que não o são todos os dias, horas, minutos e segundos da minha vida. E são, claro.
Nem de outra forma poderia ser, se são elas que me dão vida e força para enfrentar tudo e todos.
Por elas desço do salto. Por elas viro bicho. Com elas sou a mãe mais feliz que existe ao cimo da terra.
Mas porque o dia é delas, e porque não quero que a minha amiga Sandra Pereira continue a chamar-me forreta, lá vou comprar-lhes uma prendinha.
Elas não precisam, mas merecem.
Dito assim, parece que não o são todos os dias, horas, minutos e segundos da minha vida. E são, claro.
Nem de outra forma poderia ser, se são elas que me dão vida e força para enfrentar tudo e todos.
Por elas desço do salto. Por elas viro bicho. Com elas sou a mãe mais feliz que existe ao cimo da terra.
Mas porque o dia é delas, e porque não quero que a minha amiga Sandra Pereira continue a chamar-me forreta, lá vou comprar-lhes uma prendinha.
Elas não precisam, mas merecem.
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