Se há coisa que me tira do sério é ter alguém a moer-me o juízo até que eu diga aquilo que a pessoa quer ouvir.
Gosto de uma boa argumentação e não viro as costas a trocas de ideias.
Agora virem falar comigo só para ouvir a resposta que a pessoa já decidiu que daria, sem qualquer margem para acolher opiniões contrárias, e ainda por cima perceber que não me está a dar os dados todos da questão (para induzir mais facilmenta a tal resposta pré-decidida) é coisa que me tira do sério.
E isto é frequente, especialmente em termos profissionais.
Haja pachorra.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Pára tudo, que o sorteio dos carros vai dar na televisão
Ando tudo ansioso para saber como irá funcionar o sorteio das facturas cujo prémio será, daquilo que se sabe, um carro.
Segundo uma notícia que vi esta manhã, o sorteio vai dar na televisão.
A ser verdade, já estou a ver a famílias reunidas em frente ao televisor, como antigamente, o que não deixa de ser ternurento.
Estou também curiosa por saber se será a Serenella Andrade a apresentar o sorteio (gosto dela, sem ironias).
Só me causa espécie ser necessário sortear carros (ideia que não surgiu em Portugal, diga-se) para a malta exercer a sua obrigação de pedir facturas.
Ninguém gosta de pagar impostos (eu não gosto), mas todos queremos (e merecemos) bons serviços públicos.
Esquecemo-nos é que uma coisa é indissociável da outra e cada um tem de fazer a sua parte.
Segundo uma notícia que vi esta manhã, o sorteio vai dar na televisão.
A ser verdade, já estou a ver a famílias reunidas em frente ao televisor, como antigamente, o que não deixa de ser ternurento.
Estou também curiosa por saber se será a Serenella Andrade a apresentar o sorteio (gosto dela, sem ironias).
Só me causa espécie ser necessário sortear carros (ideia que não surgiu em Portugal, diga-se) para a malta exercer a sua obrigação de pedir facturas.
Ninguém gosta de pagar impostos (eu não gosto), mas todos queremos (e merecemos) bons serviços públicos.
Esquecemo-nos é que uma coisa é indissociável da outra e cada um tem de fazer a sua parte.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Criar memórias
Há dias escrevi aqui sobre a importância de criar memórias.
Hoje rio-me cada vez que me lembro do engenheiro que as resolveu criar.
Faltaram-lhe certamente, na infância, as encomendas enviadas pela mãe.
Ó pá. Que ternura de história.
Hoje rio-me cada vez que me lembro do engenheiro que as resolveu criar.
Faltaram-lhe certamente, na infância, as encomendas enviadas pela mãe.
Ó pá. Que ternura de história.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Sobre o temporal e a falta de responsabilidade
Estou verdadeiramente chocada com a morbidez e falta de responsabilidade do ser humano.
Como a maioria, também tenho curiosidade de ver "in loco" o estado em que se encontram alguns dos sítios que fazem parte das minhas memórias de sempre e que têm sido fustigados pelo temporal. Falo concretamente nas praias da Barra, onde comecei a namorar, Costa Nova e Vagueira que têm sido muito fustigadas.
Parece-me normal o interesse. O que não consigo perceber é o que faz alguém (e são muitos) ir passear para passadiços prestes a desabar sobre o areal, aos quais retiraram os sinais de interdição colocados pela Polícia Marítima.
Mais grave ainda, o que leva as pessoas a passear no paredão, com ondas tão altas e imprevisíveis.
Parece-me falta de responsabilidade a mais, correr riscos parvos e evitáveis.
E o mais engraçado (que não tem graça nenhuma) é que o fazem ao mesmo tempo que criticam a inacção das autoridades como que a querer arranjar mais motivos para criticar.
Enfim. Lamentável.
Como a maioria, também tenho curiosidade de ver "in loco" o estado em que se encontram alguns dos sítios que fazem parte das minhas memórias de sempre e que têm sido fustigados pelo temporal. Falo concretamente nas praias da Barra, onde comecei a namorar, Costa Nova e Vagueira que têm sido muito fustigadas.
Parece-me normal o interesse. O que não consigo perceber é o que faz alguém (e são muitos) ir passear para passadiços prestes a desabar sobre o areal, aos quais retiraram os sinais de interdição colocados pela Polícia Marítima.
Mais grave ainda, o que leva as pessoas a passear no paredão, com ondas tão altas e imprevisíveis.
Parece-me falta de responsabilidade a mais, correr riscos parvos e evitáveis.
E o mais engraçado (que não tem graça nenhuma) é que o fazem ao mesmo tempo que criticam a inacção das autoridades como que a querer arranjar mais motivos para criticar.
Enfim. Lamentável.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Assim até dá gosto passar o dia à volta dos tachos
Ontem foi dia de festa cá em casa e encarnei a Gata Borralheira.
Cheguei ao fim do dia estourada e quando me preparava para descansar descobri que a Tita estava sózinha na sala, a atacar a taça das ameijoas.
Vejam só o pormenor da gordurinha na cadeira.
Devemos agradecer o profissionalismo?
Gostei particularmente do título deste artigo sobre o Eusébio, "Nunca passei por ele sem dizer Obrigado".
Nem de propósito, a questão dos agradecimentos aos profissionais que, pelos mais variados motivos, se têm cruzado comigo tem pairado no meu pensamento.
Ultimamente, como contei aqui e aqui , ando numa de agradecer e podem crer que é algo que dá um gozo bestial.
Uns dias depois de agradecer ao pessoal do IPO, fiz o mesmo no Centro de Saúde de S. João de Ver. Podia dar-me para pior, pensarão alguns.
Manifestar sentimentos bons devia ser mais fácil do que exteriorizar os maus mas, infelizmente, temos pouco o hábito de o fazer.
Perdemos horas infindas a resmungar e criticar os outros, ainda que raramente, tenhamos a coragem de o fazer frontalmente.
Já fazer elogios é coisa rara e é pena.
A quimio trouxe-me para a flor da pele a vontade de abraçar e dar beijinhos. Juro. E tenho testemunhas. Lembro-me de deixar o meu pai encavado com os meus abraços repentinos.
Voltando ao tema. Agradecer a quem está a ser pago pelo seu trabalho pode, à primeira vista, parecer tolice mas, para mim, essa ideia está mais do que ultrapassada.
Para mim, um bom profissional tem de demonstrar humanismo. Não há volta a dar.
E é por isso que há dias dei por mim a, quase, lacrimejar enquanto agradecia à educadora da Tita todo o carinho que coloca no trabalho.
Ando assim, o que é que hei-de fazer?
Nem de propósito, a questão dos agradecimentos aos profissionais que, pelos mais variados motivos, se têm cruzado comigo tem pairado no meu pensamento.
Ultimamente, como contei aqui e aqui , ando numa de agradecer e podem crer que é algo que dá um gozo bestial.
Uns dias depois de agradecer ao pessoal do IPO, fiz o mesmo no Centro de Saúde de S. João de Ver. Podia dar-me para pior, pensarão alguns.
Manifestar sentimentos bons devia ser mais fácil do que exteriorizar os maus mas, infelizmente, temos pouco o hábito de o fazer.
Perdemos horas infindas a resmungar e criticar os outros, ainda que raramente, tenhamos a coragem de o fazer frontalmente.
Já fazer elogios é coisa rara e é pena.
A quimio trouxe-me para a flor da pele a vontade de abraçar e dar beijinhos. Juro. E tenho testemunhas. Lembro-me de deixar o meu pai encavado com os meus abraços repentinos.
Voltando ao tema. Agradecer a quem está a ser pago pelo seu trabalho pode, à primeira vista, parecer tolice mas, para mim, essa ideia está mais do que ultrapassada.
Para mim, um bom profissional tem de demonstrar humanismo. Não há volta a dar.
E é por isso que há dias dei por mim a, quase, lacrimejar enquanto agradecia à educadora da Tita todo o carinho que coloca no trabalho.
Ando assim, o que é que hei-de fazer?
domingo, 5 de janeiro de 2014
Sobre a Rita Marrafa de Carvalho e a difiícil arte de conciliar vida profissional e pessoal
Ao navegar no facebook deparei-me com este post sobre a jornalista Rita Marrafa de Carvalho e a polémica gerada em torno do facto de ter tido necessidade de levar a filha para o local onde iria fazer uma reportagem.
Não conheço os contornos dos factos e estou a comprar a história tal como a vende o blogue Debaixo dos Arcos.
A certa altura e, como reacção a um desabafo da jornalista devido ao facto de terem impedido a filha de entrar na Presidência da República, um "colega" de profissão terá, alegadamente, dito esta barbaridade "Se não tem onde deixar a filha, não deveria exercer esta profissão ou então tirasse um dia de folga".
Isto parece-me tão estúpido que quero acreditar não ser verdade e nem vou perder tempo a comentar, mas não deixa de me levar a uma reflexão sobre quão difícil é conciliar maternidade/paternidade com carreira.
A nossa mentalidade ainda é tão pequenina que defendemos o alargamento da licença parental mas quando alguém a decide utilizar no período máximo todos, no local de trabalho, criticam.
E quando há reuniões na escola dizem que ir é um desperdício de tempo pois podemos optar por telefonar para saber se está tudo bem.
Fala-se muito na necessidade de conciliar vida profissional e pessoal mas deparamo-nos com o enorme obstáculo que é a mentalidade tacanha de quem não percebe que os outros só serão bons naquilo que fazem se tiverem disponibilidade emocional.
Ora isso não acontece quando se sabe que se teve de dar um BEN U RON a uma criança mesmo antes de ir para a escola, de forma a que a febre se revele o mais tarde possível adiando, assim, o telefonema para a ir buscar.
Não conheço os contornos dos factos e estou a comprar a história tal como a vende o blogue Debaixo dos Arcos.
A certa altura e, como reacção a um desabafo da jornalista devido ao facto de terem impedido a filha de entrar na Presidência da República, um "colega" de profissão terá, alegadamente, dito esta barbaridade "Se não tem onde deixar a filha, não deveria exercer esta profissão ou então tirasse um dia de folga".
Isto parece-me tão estúpido que quero acreditar não ser verdade e nem vou perder tempo a comentar, mas não deixa de me levar a uma reflexão sobre quão difícil é conciliar maternidade/paternidade com carreira.
A nossa mentalidade ainda é tão pequenina que defendemos o alargamento da licença parental mas quando alguém a decide utilizar no período máximo todos, no local de trabalho, criticam.
E quando há reuniões na escola dizem que ir é um desperdício de tempo pois podemos optar por telefonar para saber se está tudo bem.
Fala-se muito na necessidade de conciliar vida profissional e pessoal mas deparamo-nos com o enorme obstáculo que é a mentalidade tacanha de quem não percebe que os outros só serão bons naquilo que fazem se tiverem disponibilidade emocional.
Ora isso não acontece quando se sabe que se teve de dar um BEN U RON a uma criança mesmo antes de ir para a escola, de forma a que a febre se revele o mais tarde possível adiando, assim, o telefonema para a ir buscar.
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