domingo, 9 de junho de 2013

24 horas sem elas

Quando, na 5.º feira passada, o meu pai disse "nós ficamos com elas este fim de semana, para tu descansares", pensei ou vir uma música celestial.

Apesar de entusiasmada com a ideia, quando chegou a hora de as deixar comecei a hesitar. Nunca disse nada, mas a ideia de as levar connosco pairou no meu pensamento.

Já as tínhamos deixado em casa dos meus pais, a dormir, mas não para passear. Foi um pouco estranho e percebi os pais que voltam para casa, antes do tempo, por não aguentarem as saudades.

Foram só 24 horas, mas pareceram-me anos. Ainda assim foi um excelente ensaio. Elas portaram-se bem e nós relaxámos um bocado.

Cometemos até a proeza de ir de Aveiro a Arouca (terra linda sobre a qual falarei mais tarde) e só falar nas meninas à chegada.

E descobrimos que há assuntos, para além delas. Apesar de, volta e meia, darmos por nós a imitá-las e a imaginar o que fariam se ali estivessem.

A repetir, sem dúvida.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Príncipe da Neblina

Ontem aconteceu história cá em casa. Consegui terminar de ler um livro, o 1.º do ano.

Entre as minhas resoluções para 2013 estava a de ler um livro por mês. Claro que até eu sabia ser uma ilusão mas, ainda assim, fixei o objectivo.

Apesar do enorme desvio, fiquei satisfeita com aquilo que é para mim, actualmente, uma façanha.

O cansaço é tanto, e os momentos possíveis tão poucos, que ler um livro inteiro acaba por ser uma vitória pessoal.

Se conseguir ler outro durante o 2.º semestre então é que me sentirei uma heroína.


Claro que ajudou ter escolhido o Carlos Ruiz Záfon. Desta vez li "O Príncipe da Neblina". Vendo bem, os livros deste autor espanhol são todos muito parecidos, mas o homem tem uma capacidade de nos prender e fazer com que ansiemos chegar ao fim, para saber como a história que vai acabar, que é qualquer coisa de fenomenal.

Se ainda não o conhecem, aconselho. A malta de Aveiro pode aproveitar a Feira do Livro, no Rossio, até dia 10 de Junho (à qual espero ir este fim de semana).

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Crianças na nossa festa não, obrigada

A minha irmã caçula, que mora na Suécia, recebeu um convite de casamento que dizia qualquer coisa como "as crianças são uma benção, mas queremos comemorar este dia entre adultos", que é como que diz  "crianças na nossa festa não, obrigada".

Segundo ela, este tipo de convites é muito frequente por aquelas bandas.

Já sabia que havia, por esse mundo fora, restaurantes que não aceitam crianças. Agora festas de quem está a constituir família interditas a famílias completas foi coisa que me surpreendeu.

É certo que este hábito explica muita coisa, nomeadamente o porquê de os suecos serem contra as palmadinhas correctivas. Pudera, com as crianças longe da vista até eu seria.

Admito que a ideia me causa confusão, apesar de eu estar sempre desejosa de uns momentos a sós (leia-se sem crianças).

 Uma coisa é um restaurante ou outro tipo de estabelecimento cujas regras posso aceitar, ou não. E convenhamos que estar num restaurante a ouvir a algazarra feita pelas criancinhas da mesa ao lado não é a coisa mais agradável do mundo.

Outra bem diferente será um convívio entre amigos que me dizem "tu és bem vinda; os teus filhos é que não".

Há que respeitar as diferenças, é certo, mas continuo a preferir os casórios portugueses.  Ainda que tenha de galgar quilómetros atrás das minhas crias.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fun Dog Zone

E depois do parque infantil de Esgueira, eis que está prestes a surgir na cidade um espaço de lazer.

Segundo li, a fun dog zone vai nascer no Canal de S. Roque, perto da ponte do Abraço, e vai ter, imaginem só, equipamentos para os cães se divertirem.

Não é fofinho?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Assim até dá gosto pagar IMI

Depois de muiiiiitos meses sem parque infantil no centro de Esgueira (o anterior teve de ser desmantelado dado o estado de degradação causado por alguns adolescentes de hormonas saltitantes) eis que surgiu um, novinho em folha.

Simultaneamente, foram feitas obras para tapar as crateras de algumas estradas.

As más línguas começaram logo a falar no dinheiro que nasce sempre em vésperas de eleições.

Como não gosto de ser injusta, fui indagar e a explicação está nas verbas do IMI que os municípios receberam recentemente.

Abstraindo-me do facto de o IMI ser um imposto anual, bastei-me com a explicação.

E é um regalo, nestes dias de sol ver o parque cheio de crianças sorridentes e rodeado de pais babados.

A coisa só tem o senão de estar plantada mesmo à frente do portão do infantário das minhas cachopas o que, cheiro, vai dar pano para muita birra e finca pé. Não há bela sem senão.

´Tirando isso, e se for para o ver bem empregue, nem me importo de pagar IMI.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mãe em perigo de vida

Neste momento em que escrevo, temo pela vida.

Esqueci-me de comprar a Blédina de frutos variados para o pequeno almoço da Leonor.

Acho que posso começar a escrever o testamento.

Amanhã de manhã será o meu fim.

sábado, 1 de junho de 2013

Desfralde das meninas - ponto de situação

Um dos temas da consulta dos 4 anos da Leonor foi, claro, o desfralde das meninas.

A Leonor deixou muito bem as fraldas, por volta dos 3 anos. Pena só o ter feito nos períodos em que está acordada.

Durante a sesta e a noite ainda é muito frequente fazer chichi.

A pediatra deu-lhe luz verde até aos 5 anos. Diz que até lá é normalíssimo. Por isso não aconselha a levantá-la durante a noite (coisa que agradeço, devo admitir) e entende que no momento em que ela acordar com a fralda seca durante alguns dias seguidos (já acontece pontualmente) estará pronta para a largar.

Data limite - 13.05.2014

Quanto à Tita, e em resposta à minha dúvida existencial sobre continuar, ou não, o processo, foi peremptoria em dizer que é preferível desistir (ou pelo menos não insistir) do que a pequena estar constantemente a ser repreendida e chamada de "porquita" (tendência que nós, os adultos, temos).

Só por volta dos 3 anos (em regra) é que as criancinhas começam a conseguir conttrolar os esfincteres.

Já desconfiava que seria esta a resposta, até porque conheço bem a forma de pensar desta pediatra que é muito defensora do respeito pela individualidade e ritmo de cada criança.

No dia seguinte, de manhã, disse à Tita "vamos pôr a cueca fralda?" A resposta foi, naturalmente, negativa.

O raio da garota só iria querer a cueca fralda se eu estivesse a tentar vestir-lhe cuecas de pano e eu já devia saber disso.

Perante a resposta, lá arrisquei vestir-lhe as cuecas de pano e a coisa correu bem até ao final do dia, pois regressou do infantário com a roupa que lhe tinha vestido de manhã.

Chegando a casa é que teve de marcar o seu território, mas já não foi mau de todo.

Conclusão disto tudo, não vou desistir completamente do desfralde mas também não vou insistir.

Agora é sensibilizar o resto da malta para não andar a chamar "porquita" à minha mais nova.

Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...