domingo, 5 de janeiro de 2014

Está muito bem conservadinho, o meu Amor



"Assim como viver
Sem ter amor, não é viver;
Não há você sem mim,
Eu não existo sem você!"

Parabéns Amor da minha vida!











PS Só para que conste, e o post não fique demasiado lamechas, não fui eu a causadora da calvície. Ao contrário do que dizem as duas más línguas que gerámos, já conheci o homem careca.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mimar não é estragar

Sou seguidora do blogue familiar do João Miguel Tavares, o Pais de Quatro.

Neste post (ou melhor no post que o originou), e  posteriores comentários, levantou-se uma questão importante relacionada com a aquilo que considero a diferença entre mimar e estragar.

Acho que, com frequência, se confundem estes dois conceitos para mim totalmente diferentes.

Mimar, enquanto acto de dar Amor e transmitir segurança nunca será demais. Estes gestos, de que fala a mamã Teresa Mendonça, criarão memórias que o tempo nunca apagará e acredito que contribuirão para que os filhotes sejam adultos felizes e realizados.

Não estou a falar de encher as crianças de prendas só porque sim. É extremamente importante que tenham noção de que não podemos ter tudo na vida (e aqui faço sempre analogia entre os presentes e outro tipo de ambições pessoais).

Mimar só será estragar se esquecermos os limites e tornarmos aquilo que era um gesto de Amor numa forma de satisfazer caprichos.

Eu cá acho linda esta tradição criada pela Teresa Mendonça, que me faz lembrar a minha avó materna (com quem vivi muitos anos), que nunca saía sem me perguntar se eu queria alguma coisa da rua.

Sinceramente não acho que me tenha estragado pois, juntamente com o mimo, transmitiu-me os princípios que tanto prezo e quero passar às minhas filhas.

Há lá algo melhor que sentirmo-nos amados!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Adiar não,obrigada

Hoje colocou-se a hipótese de adiar  um momento de convívio porque uma das convivas não poderá estar presente no dia combinado.

Recusei de imediato, claro.

Não que me seja indiferente a ausência de uma amiga, mas porque a solução não é, definitivamente, adiar pequenos, grandes, prazeres da vida como o que será passar uma tarde à volta de uma mesa em amena cavaqueira.

A solução é criar outras oportunidades para estar com essa amiga (especialmente quando esta nos está a dever um cafézinho, não é Suzzz?).

A fugacidade da vida é tão grande quanto deveria ser a nossa obrigação de aproveitar cada minuto com coisas que nos façam felizes.

Nem é preciso dizer que esse foi um dos grandes ensinamentos que recebi do cancro.

 Depois de me ver confrontada com o desafio que é lutar pela vida, percebi o quão estúpido é deixar de ir de Aveiro à Barra, para estar com amigos, por só termos 5 minutos para o fazer.

Se  só temos 5 minutos então são esses que temos de utilizar, sob pena de um dia percebermos que deixámos a vida (e os afectos) passar ao lado.



Curiosidades sobre o (des)amor e o direito

Uma das primeiras coisas que aprendi nas aulas de Direito da Família é que afinidade não gera afinidade.

Aprendi também que a afinidade não cessa com o divórcio. Ou seja "uma vez sogra, para sempre sogra", o que significava, entre outras coisas, que uma pessoa tinha de carregar com o peso desse vínculo o resto da vida o que, em certos divórcios, não devia ser a coisa mais agradável do mundo.

A este ponto estarão alguns a dizer, esta é mesmo "do tempo da outra senhora" (E é verdade que não vou para nova).

Actualmente a realidade é diferente e o Código Civil foi alterado no sentido de prever a afinidade só se mantém quando a causa da dissolução do casamento é a morte.

Alguns efeitos práticos desta alteração

Um mais novelesco

O "ex" genro pode casar com a "ex" sogra".

Outro mais prático

O colaborador deixa de poder faltar por falecimento da ex sogra, o que dá algum jeito a empresas com colaboradores que levam já 3 divórcios no CV.



Obs. Conceito de Afinidade - vínculo que liga cada um dos cônjuges aos parentes do outro. 
Entre os afins, encontram-se os sogros, os cunhados e todos os restantes parentes do cônjuge.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dava a minha vida por ...

... uns apontamentos "Europa América" sobre o Orçamento do Estado para 2014.

Sempre fui terminantemente contra essas ferramentas de estudo (se lhe podemos dar esse estatuto) e lutarei contra a sua entrada em minha casa, mas não posso negar (aqui que as minhas crias não me lêem) que, neste momento, até fazia o pino se me arranjassem um desses resumos milagrosos.

By the way, e de forma a dar sentido à minha tarde, posso partilhar que a extensão da vigência, até 31 de Dezembro de 2014, da Lei 11/2013 de 28 de Janeiro (que prevê o pagamento em duodécimos dos subsídios de férias e de Natal) está no art.º 257 - pag. 7056 - (152) da I .ª série do Diário da República de 31 de Dezembro de 2013.

E é isto.


Pressa

A conversa é a mesma todas as manhãs. Sem tirar nem pôr.

"Leonorrrrrrrrr, despacha-te que estamos atrasadas. Anda Tita, caramba, é sempre a mesma coisa. Já sabem que a mamã não pode chegar atrasada ao trabalho".

Sou eu a resmungar e elas, nas calmas, a tratar da sua vida como se nada fosse.

Fico sempre muito chateada mas, pensando bem, as meninas é que deviam ficar chateadas comigo.

Afinal, que culpa têm elas que as minhas responsabilidades obriguem ao cumprimento de horários.

A Leonor e a Benedita têm todo o tempo do mundo. Tudo o que têm de fazer é brincar e todas as horas são boas para isso.

Pressas para quê?

As minhas filhas têm razão. Só é pena que o argumento não cole no mundo dos  mais crescidos e eu tenha de continuar com a lenga-lenga matinal.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Afinal o que é que é isto do Ano Novo?

Bastou assistir ao acordar da Tita esta manhã para perceber que isto do "Ano Novo, vida nova" não é assim tão linear.

A mim pareceu-me igual ao Ano Velho, senão pior, tal era o mau humor.

E até a Leonor anda confusa. Alguém lhe terá dito que faria 5 anos no Ano Novo; tem sido o cabo dos trabalhos explicar-lhe que só falamos em Ano Novo nos primeiros dias de cada ano e que em Maio estaremos já a meio do ano.

Até há momentos, a pobre estava convencida que fazia anos no Dia de Ano Novo e argumentou nesse sentido até à exaustão, dizendo que no ano passado é que o seu aniversário tinha sido no dia de Nossa Senhora de Fátima.

Estou cada vez mais expectante relativamente ao que conseguiremos fazer deste ano cá em casa mas uma coisa parece certa - continuaremos a ter muitas histórias para contar.

Desta vez sim, estou livre do IPO

 Depois da onco-hematologista me ter dado alta do IPO, foi a vez da nefrologista o fazer (ainda que com indicação de ser seguida em consulta...